Motivo de dor de cabeça para muitos compradores alguns anos atrás, os carros importados já não apresentam os mesmos problemas de falta de peças e alto custo. Pelo menos é o que garante a Associação das Concessionárias de Veículos Importados do Paraná (Acavipar).
Na época da abertura do mercado para veículos importados, há cerca de oito anos, os consumidores preocupavam-se também com aspectos igualmente importantes, como assistência técnica especializada e aquisição de peças originais. Atualmente, as revendedoras parecem estar mais preparadas para tratar destas questões.
O vice-presidente da Acavipar, Adeodato Volpi Júnior, diretor da Autovesa, revenda da Renault em Curitiba, explica que o que mudou de 1990 para cá, basicamente, foi a adequação das empresas, com o volume maior de carros. ‘‘Algumas empresas investiram e acreditaram no negócio e isso gerou credibilidade às próprias montadoras. À medida que esse volume aumentou, as montadoras passaram a se preocupar com a representação. Com isso, uma outra fonte de renda - a do pós-venda, ou seja, o departamento de oficinas - passou a ter necessidade de faturamento. As fábricas passaram a enviar quantidade de peças suficiente para suprir a demanda’’.
Assim, as importadoras têm dado maior atenção às peças. ‘‘Ao mesmo tempo em que fazem a propaganda da qualidade do carro, as fábricas divulgam que os estoques de peças são suficientes para suprir as possíveis necessidades dos carros importados. Para se ter uma idéia, há revendas que comercializam 150 carros por mês e mantêm estoque de peças no valor de R$ 450 mil’’, conta. Segundo Volpi, dois dias antes de um carro ser importado, a revenda recebe o referente a peças de dois veículos desmontados.
De acordo com representantes das concessionárias filiadas à Acavipar, hoje existem mais facilidades para manter um carro importado: alguns exemplos são reposição mais ágil por parte das fábricas de peças que eventualmente não são encontradas na revenda; atualização periódica dos mecânicos, e os novos equipamentos utilizados pelas concessionárias para detectar com precisão problemas mecânicos e eletrônicos dos veículos.
Preços menores Quanto ao custo elevado, outro item que poderia assustar o consumidor, Volpi acredita não existir mais a diferença entre o preço das peças do carro nacional e as do importado. E isso é devido justamente ao aumento do volume de importação.
Na tentativa de mostrar essa nova face da assistência técnica, as concessionárias se apoiam na tecnologia de ponta e no serviço personalizado para conquistar o cliente. O resultado, no caso das revendedoras da Grande Curitiba, se reflete no aumento das vendas, que prometem superar as do ano passado. Em 1997 foram comercializadas 4.617 unidades e neste ano, até maio, já haviam sido vendidos 3.190 carros.
Segundo a Acavipar, os constantes lançamentos de novos modelos, bem como a necessidade de se adaptar às recentes tendências de mercado, fizeram com que os empresários do setor centralizassem em seus estabelecimentos toda a assistência necessária aos importados. ‘‘Fundada em 1992, a Acavipar foi pioneira no País e é uma das poucas sobreviventes que tem o objetivo de dar ao comprador um meio de resolver seus possíveis problemas’’, adianta Volpi.
Hoje, a Acavipar tem 25 revendas associadas. Entre elas, Renault, Mercedes Benz, BMW, Peugeot, Subaru, Toyota, Hyundai e Daewoo. Adeodato Volpi explica que a associação não exerce gerenciamento sobre o controle de peças dos afiliados, mas se necessário faz a ‘‘ponte’’ entre o consumidor e a revenda.

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