Não haveria um sobrenome mais adequado para este casal canadense, que desde janeiro está na estrada a bordo de seu Rolls-Royce ano 1957. Daniel e Marilynn Walker - que em inglês significa andador - saíram do Canadá e foram até o Alasca, nos Estados Unidos, voltaram para o país de origem e seguiram em direção aos países das Américas Central e do Sul. Desde então, cruzaram os Estados Unidos, passaram pela Costa Rica, Equador, Peru, Chile, Argentina, até chegar ao Paraguai. Depois, entraram no Brasil para visitar as Cataratas do Iguaçu e chegaram a Londrina, na tarde de sexta-feira, para um ''pit-stop'', literalmente.
Até agora já rodaram mais de 16 mil quilômetros. Mas, além da distância, o que mais surpreendente é a vitalidade do casal, que beira os 70 anos. Aposentados e morando na Costa Rica há 20 anos, fizeram sua primeira aventura no ano de 1995. ''Fomos até a Europa e passamos por diversos países. Fomos ainda para China e Mongólia'', lembra Daniel. Dessa vez, quis acrescentar no currículo mais destinos, porém de carro. ''Quando era adolescente dizia que teria um carro como esse e viajaria o mundo com ele.''
E ''bota'' viajar nisso. Ao todo, o hobby já o faz contabilizar mais de 40 países nos últimos anos. ''Em todas nossas viagens trazemos algo de novo. São culturas que aprendemos e amigos que conquistamos em toda parte. Sempre que precisamos, nos ajudam'', conta Marilynn. E a parada em Londrina não foi por acaso. Devido a um problema na ignição, vão ficar até amanhã na cidade. ''Um amigo de São Paulo nos indicou o pessoal da oficina Ação 4X4. E aqui estamos para podermos continuar a viagem.''
Do Norte do Paraná eles partem para o litoral brasileiro até chegar a Belém, no Pará. De lá vão de balsa até Manaus e seguem para Venezuela, Colômbia, Panamá até chegar novamente no Canadá. ''Acredito que estaremos lá em meados de julho'', contou o canadense. Depois de praticamente seis meses na estrada, o casal não deve fazer mais viagens longas como essa, que foi planejada durante dois anos por Daniel. ''Mas o carro vai ficar comigo. Não vendo a 'Lady' em hipótese alguma'', diz, referindo-se ao nome que deram ao veículo em função do adorno presente no capô, símbolo da marca britânica.

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