As duas faces do Renegade
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sábado, 28 de março de 2015
Cecília França<br>Reportagem Local 
Rio de Janeiro - Apresentado em primeira mão para a imprensa nesta semana, o Renegade mostrou-se um desafio de criação para a equipe da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), segundo o vice-presidente de design, Ralph Gilles, por se posicionar entre dois produtos da marca: a família Cherokee, de grandes proporções, e o Wrangler, um autêntico jipe.
Testamos o produto em uma trilha cheia de erosões, em Niterói (RJ), semelhante a pistas em que já havíamos testado o Cherokee e o Grand Cherokee, mas agora, com um veículo ao menos 40 centímetros menor. E ele venceu os obstáculos mais pesados com muita precisão, mostrando que tem mesmo o DNA da Jeep.
Até aqui estamos considerando as versões 2.0 turbodiesel do Renegade, que partem de R$ 99,9 mil. Equipado com motor 1.8 flex, o SUV compacto tem desempenho bastante diferente e, na realidade, é nesta configuração que ele vai competir com EcoSport, Duster e o recém-lançado HR-V.
A gama do Renegade é composta das versões Sport, Longitude e Trailhawk. As opções "urbanas" custam R$ 69,9 mil (Sport 1.8, câmbio manual de cinco marchas), R$ 75,9 mil (Sport 1.8, câmbio automático de nove marchas) e R$ 80,9 mil (Longitude 1.8, câmbio automático de seis marchas), preços bastante competitivos no segmento. Já as 4x4 com motor 2.0 turbodiesel começam com R$ 99,9 mil (Sport), seguem com R$ 109,9 mil (Longitude) e atingem salgados R$ 166,9 mil (Trailhawk).
O apelo para a capacidade fora da estrada vai ser mesmo o principal argumento para a venda do Renegade, ainda que os proprietários nunca explorem esta habilidade. Mas o SUV tem outros diferenciais: o design inusitado e único, o acabamento impecável, o uso de materiais de qualidade e a tecnologia embarcada.
Robustez
Procuramos uma palavra diferente, mas "robusto" continuou sendo a melhor definição para o Renegade. A bordo dele, não espere pela levíssima direção elétrica presente em hatches compactos, a dele tem firmeza na medida, sem exigir esforço do motorista e sem deixá-lo inseguro, entretanto. O volante largo tem ajuste de altura e profundidade e pode receber acabamento em couro e comandos de áudio e bluetooth, de série a partir da versão Longitude.
As portas, teto e painel possuem revestimentos de qualidade. Até os bancos parecem mais preenchidos, menos macios do que se espera, apesar de confortáveis. O sistema multimídia (opcional) é rodeado por material aparentemente emborrachado, o que confere uma sensação de qualidade. No centro do painel, informações do computador de bordo fornecem dados sobre consumo, autonomia, entre outros.
Visto de frente, o Renegade não nega as raízes. Na parte frontal, a típica grade de sete fendas, ladeada por faróis redondos, remete ao avô Willys, lançado em 1941. Abaixo do capô levemente recuado estão posicionados faróis circulares. As lanternas traseiras quadradas, inspiradas no Wrangler, têm molduras pretas e trazem desenhado o símbolo X, que virou marca do modelo e é inspirado em artigos militares, novamente evocando as raízes da Jeep. A carroceria construída em peça única reforça a estabilidade e garante maior segurança.
Vários detalhes marcam, literalmente, o espaço interno do Renegade. No tapete, nas portas e nos porta-copos podemos ver o desenho das sete fendas ladeadas pelas lanternas redondas ou o X; no console emborrachado, um mapa topográfico da região de Moab, Utah, local típico para a prática de off-road nos Estados Unidos. Acima da tela do multimídia, a inscrição "since 1941" também remete às origens.
A repórter viajou a convite da Jeep.
N A repórter viajou a convite da Jeep.


