Antigos, mas mexidos
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sábado, 07 de agosto de 2010
Vinícius Fonseca<br>Reportagem Local 
Marialva - Uma coleção de carros antigos capaz de despertar o interesse até dos menos apixonado pelo assunto. Assim é a garagem do empresário Anderson Antonio Lazarin, de Marialva (17 km a leste de Maringá). A paixão por carros é tanta que desde o ano passado, apoiado por amigos, ele criou um evento naquela cidade que reúne todos que compartilham da mesma paixão por automóveis com décadas de existência.
Colecionador há seis anos, mesmo número de carros que tem hoje, ele conta que embora sempre tenha gostado de veículos com história - principalmente por causa dos filmes que assistia desde a infância - nunca se imaginou tendo um na garagem. Até aparecar a oportunidade de adquirir um Passat ano 74. ''O primeiro carro antigo comprei de um funcionário meu porque gostava e também para ajudá-lo'', lembra Lazarin que trabalha no ramo de etiquetas e rótulos adesivos.
Depois dessa primeira compra ele não parou mais e hoje além do Passat, tem modelos como: Fusca 65, Galaxie 73, Dodge 75 e dois Mavericks dos anos 74 e 75, todos bem conservados e funcionando. Segundo Lazarin as opurtunidades de obter as relíquias foram surgindo e com todo bom apaixonado ele procurou aproveitar. ''Depois do primeiro, apareceu um outro e aí virou paixão até hoje'', comenta.
No entanto, não são apenas os carros que chamam a atenção. Ele modificou todos eles, deixando-os ainda mais potentes e modernos, incluindo os modelos em um gênero chamado ''hot road''. O clima nostálgico dos modelos foi mantido, mas com um toque de futurismo dado apenas pela tecnologia desenvolvido ao longo do tempo.
Essas alterações podem até desagradar alguns loucos por antiguidades que preferem manter a originalidade de seu veículo, mas ele justifica sua escolha. ''Gosto de carro 'mexido' e acredito que o carro tem que ter a identidade do dono'', diz Lazarin, que já foi presidente do Automóvel Clube de Marialva, fundado no ano passado e que conta mais de 45 carros.
Com uma coleção ''envenenada'', o empresário só reclama de uma coisa: não ter o tempo que desejaria para dar atenção aos seus ''brinquedos'' já que se sente realizado ao passar uma cera ou acelerar os motores V8 que já lhe proporcionaram momentos engraçados e marcantes com a família. ''Minha filha me surpreendeu esses dias quando estávamos para sair e ela me questionou se iríamos de carro ou de Dodge, isso é compensador'', avalia.
E aos interessados ele avisa que apesar das propostas serem frequentes e na maioria das vezes se tratarem de valores altos, os artigos que mantém na garagem não têm preço.


