A Agência Nacional de Petróleo (ANP) está adotando novas medidas para combater as adulterações de combustíveis. Entre as principais precauções está o controle de autorizações para distribuição de solventes pela Agência, testes de origem do produto e obrigatoriedade do dono do posto fazer testes de qualidade no momento em que está recebendo o combustível.
Desde novembro do ano passado, os donos de postos são obrigados a deixar à disposição dos consumidores os resultados de testes realizados no combustível. São examinados aspecto, cor, densidade, teor alcoólico e massa. O problema é que os solventes não conseguem ser identificados por esses testes. A análise feita nos postos de combustível servem para identificação do índice de álcool e água na gasolina. Para reconhecer a presença de solventes na gasolina são necessários testes laboratoriais que demoram até uma semana para serem concluídos.
A portaria também estabelece que os postos só podem recebem combustíveis de caminhões-tanque que estejam com compartimentos e locais de entrada e saída lacrados pelo distribuidor. De acordo com estudos da ANP, a maior parte da adulteração é feita pelos distribuidores e não nos postos. Apesar disso, os donos de postos são coniventes com a fraude quando compram gasolina muito mais barata que o preço médio de mercado.
As distribuidoras de solventes do Brasil têm até o mês de junho para se recadastrarem na ANP. A partir dessa data, a compra, armazenamento, transporte e distribuição de solventes só poderá ser feito por empresas com registro e autorização da ANP. Só serão autorizadas empresas com base própria de armazenamento e distribuição. Com o maior controle, a ANP espera reduzir a possibilidade comércio de solventes para adulteração de combustíveis. (E.C)

mockup