Anfavea aposta no mercado externo para aumentar vendas
Anfavea aposta no mercado
externo para aumentar vendas
Retração. Este é o pesadelo que viveu toda a indústria automobilística em 1999. Nesta semana, o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgaram o balanço do desempenho do setor em 99 e revelaram as perspectivas para o ano 2000.
O setor de autopeças deve somar neste ano um faturamento de US$ 10 bilhões, quase US$ 5 bilhões a menos que em 1998. Em 2000, as perspectivas são de que o faturamento atinja US$ 11 bilhões.
Apesar das variações que envolvem vendas, importação, exportação e rentabilidade, o setor de autopeças deve manter o número de empregados, estimado em 167 mil, desde 1998.
No entanto, não é possível traçar metas para o setor de autopeças sem considerar as perspectivas dos fabricantes de veículos, uma vez que cerca de 56% do faturamento do setor de autopeças está ligado às montadoras. Em 98, as fábricas de veículos foram responsáveis por 58% do faturamento da indústria de autopeças, em 2000, sua participação deverá corresponder a 57%.
Crescimento O aumento da participação dos fabricantes de veículos no faturamento do setor de autopeças está diretamente ligado com as perspectivas da Anfavea de crescimento de 10% da indústria automobilística no próximo ano. Segundo Carlos Pinheiro Neto, presidente da Associação dos Fabricantes de Veículos, o setor deverá produzir 1,5 milhão de veículos no próximo ano, contra 1,36 milhão de unidades fabricadas em 1999.
De acordo com Pinheiro Neto, o mercado interno deverá somar no próximo ano 1,3 milhão, incluindo carros importados, o que representa crescimento de 4% com relação a este ano, que somou 1,25 milhão de veículos novos comercializados. O faturamento com vendas do exterior deve passar de US$ 3,4 bilhões para US$ 3,7 bilhões.





