Anfavea apóia regime automotivo da argentina
PUBLICAÇÃO
sábado, 01 de maio de 1999
Agência Estado 
A vice-presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e diretora de Assuntos Governamentais da Volkswagen do Brasil, Elizabeth de Carvalhaes, disse segunda-feira que a prorrogação do regime automotivo da Argentina é uma solução aceitável para reequilibrar as relações comerciais entre os países do Mercosul. A Anfavea também é de opinião que se deve estender esse regime para todo o Mercosul, afirmou. A transição iria até 2003.
O Brasil é o grande comprador e ele tomou medidas que tiveram reflexo direto nos vendedores, principalmente a Argentina, analisou Elizabeth. Segundo ela, a solução tem que ser apresentada pela Argentina, porque o Brasil promoveu a desvalorização cambial com o objetivo de manter-se no mercado aberto e se relacionar com o mundo.
É importante abrir o mercado, afirmou. Já trabalhamos durante oito ou nove anos com balança fechada em um para um, o que é artificialismo e pecado imenso em um bloco econômico. De acordo com a proposta apresentada pela vice-presidente da Anfavea no seminário Pólo Automotivo do Paraná, que se realizou segunda-feira em Curitiba, durante o período de transição o imposto de importação de automóveis ficaria em 35%. Nesse período, a taxa de produtos nacionais para a fabricação dos veículos deveria ser de 60%. O mercado se tornaria livre a partir de 2004.


