A vice-presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e diretora de Assuntos Governamentais da Volkswagen do Brasil, Elizabeth de Carvalhaes, disse segunda-feira que a prorrogação do regime automotivo da Argentina é uma ‘‘solução aceitável’’ para reequilibrar as relações comerciais entre os países do Mercosul. ‘‘A Anfavea também é de opinião que se deve estender esse regime para todo o Mercosul’’, afirmou. A transição iria até 2003.
‘‘O Brasil é o grande comprador e ele tomou medidas que tiveram reflexo direto nos vendedores, principalmente a Argentina’’, analisou Elizabeth. Segundo ela, a solução tem que ser apresentada pela Argentina, porque o Brasil promoveu a desvalorização cambial com o objetivo de manter-se no mercado aberto e se relacionar com o mundo.
‘‘É importante abrir o mercado’’, afirmou. ‘‘Já trabalhamos durante oito ou nove anos com balança fechada em um para um, o que é artificialismo e pecado imenso em um bloco econômico.’’ De acordo com a proposta apresentada pela vice-presidente da Anfavea no seminário ‘‘Pólo Automotivo do Paranᒒ, que se realizou segunda-feira em Curitiba, durante o período de transição o imposto de importação de automóveis ficaria em 35%. Nesse período, a taxa de produtos nacionais para a fabricação dos veículos deveria ser de 60%. O mercado se tornaria livre a partir de 2004.

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