Anfamoto quer criar departamento da PM para evitar roubos
Agência Estado
De São Paulo
Fabricantes de componentes para motocicletas estão tentando fazer a Polícia Militar criar um departamento específico para evitar o roubo dos veículos de duas rodas que, em razão dos desmanches, representam um concorrente para o setor. O maior volume que circula no País 80% representa o segmento 125 cilindradas, a versão mais utilizada para trabalho.
De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes e Atacadistas de Motopeças (Anfamoto), para cada motocicleta nova colocada no mercado, valor equivalente a seis motos movimenta o setor de motopeças. O presidente da Anfamoto, Valério Valente, aponta que o crescimento do setor tem chegado a 15% por ano, há quatro anos, acompanhando o aumento de vendas destes veículos.
Para este ano, a indústria de peças e acessórios para motocicletas espera faturar R$ 1,5 bilhão, 15% mais do que no ano passado. O aumento de demanda se deve, sobretudo, à mudança do perfil do comprador deste veículo. A motocicleta deixou de ser de uso exclusivo de lazer para avançar no mercado de trabalho.
Cerca de 3 milhões de motos rodam hoje no País. A Grande São Paulo representa o primeiro mercado do setor, onde circulam 180 mil motoboys. O Nordeste, com 100 mil motoboys, é o segundo mercado do setor.
Nos últimos 10 anos a produção brasileira saltou de 50 mil unidades para 500 mil por ano, levando o Brasil a se tornar o terceiro maior fabricante de moto do mundo, excluindo o segmento de scooters. A Anfamoto representa 170 empresas. O setor já exporta 15% da produção.
Com o objetivo de conquistar novos mercados externos e ampliar as vendas internas, os fabricantes de motopeças inauguraram ontem um salão específico do setor. O Sim (Salão da Motocicleta 99) é uma feira fechada, dirigida aos profissionais do setor.
Instalado no pavilhão da Bienal do Ibirapuera em São Paulo até o dia 17, o Sim poderá receber até 15 mil visitantes, segundo expectativa dos organizadores.





