Amortecedores em bom estado garante conforto
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sábado, 26 de junho de 2010
Bruno Maffi<br>Reportagem Local 
Você já deve ter passado por isso. No meio do caminho, passou por uma lombada mal sinalizada, sem ter tempo de reduzir a velocidade. Tentou desviar de um buraco e acabou entrando em cheio em outro. Surpresas das ruas e estradas brasileiras que, em geral, são mal conservadas.
Essa ''brincadeira'' pode trazer sérios danos para os carros. As partes mais afetadas são os amortecedores e peças da suspensão como molas, coxins, terminais, pivôs, buchas e bandejas. Falando nisso, quando você fez a última troca de amortecedores de seu carro? Faça um pequeno teste. Balance um canto do carro, primeiro da dianteira e depois na traseira, empurrando essa parte com força para baixo. O carro deveria balançar somente uma vez. Se ele continuar balançando, é hora de troca.
Amortecedores gastos provocam o incômodo da falta de estabilidade, aquelas oscilações que irritam e preocupam, principalmente em uma curva, além de outros danos, como desgaste prematuro dos pneus e desalinhamento das rodas.
João Leal Ferreira, gerente de serviços da Metronorte, explica que os amortecedores são responsáveis por controlar e diminuir o balanço e as oscilações que o carro sofre. ''Quem dá o molejo no carro é a mola. Mas sem a ajuda do amortecedor cada vez que o carro passa por uma lombada, ele ficaria balançando por um bom tempo, o que seria bem irritante'', diz.
O gerente dá outra dica para saber se é hora de troca da peça e, nesses casos, ele diz que o procedimento deve ser feito com urgência. ''Quando há vazamento no amortecedor, não dá mais para adiar. Amortecedores não podem ser reparados. Há quem prometa isso, mas é uma aposta perigosa'', salienta.
Mas espera aí, vazamento no amortecedor? Como funciona esse ilustre companheiro? ''Dentro da peça, que é blindada, há duas câmeras. Uma fica cheia de óleo enquanto a outra deve receber o líquido por pequenos orifícios, criando uma pressão que age na mola, estabilizando o carro'', detalha Ferreira. Com o desgaste esses orifícios podem alargar e até se romper, gerando o vazamento.
Na hora da troca
Ferreira sugere que a troca de amortecedores seja feita a cada 30 mil ou 40 mil quilômetros. Na hora de substituir o componente, dois cuidados básicos fazem a diferença. A peça nova deve vir presa, garatindo a pressão. No momento da compra, é importante que o vendedor tire o amortecedor da caixa e faça um teste na posição de trabalho da peça. Este procedimento vai indicar se o produto está em bom estado e se a pressão está com bom limite.
Outro cuidado é realizar a troca em todas as rodas. Há quem prefira fazer em duas fases, o que pode trazer danos para o carro e para as peças novas. ''O correto é a troca por total para que seja feita uma igual distribuição de peso nos amortecedores'', observa. O preço do par de amortecedores dianteiros, em média, é de R$ 120 e dos traseiros, R$ 80. A variação do custo ocorre devido ao formato das peças.


