Amortecedor novo ou usado. Qual usar?
Grande parte dos motoristas conhece a importância de um amortecedor e sabe que é uma peça de segurança. Na hora que é necessário trocá-lo, de 30 a 40 mil quilômetros, o motorista fica balançando. O amortecedor novo custa mais, mas é mais seguro. O recondicionado, mais barato, pode apresentar problemas. Como escolher então?
As opiniões sobre os dois produtos, novo ou recondicionado, são muitas. Não são conhecidos testes feitos por órgãos imparciais para se saber exatamente as diferenças. O consumidor tem que se basear pela própria experiência com o produto e com informações de quem vende o novo e o recondicionado. Há quem defenda que o usado é perigoso e que não existe como recondicionar. Quem trabalha com eles, afirma que o amortecedor é bom e não apresenta riscos.
Wilmar Costa, vendedor da Impacto Amortecedores, trabalha com amortecedores recondicionados e diz que a peça pode custar até 50% menos que a nova. A diferença é que as peças são recicladas e por isso saem por menos.
Júnior Bertol, sócio da Atlanta Auto Center, também vende amortecedores recondicionados e explica que o que muda é a parte interna. A carcaça é mantida. As fábricas que recondicionam trocam a parte de dentro do amortecedor.
Bertol diz que a maioria dos motoristas optam por amortecedores usados. De dez carros que eu troco, oito ou nove escolhem o recondicionado.
O preço é o atrativo dos amortecedores de segunda mão. Enquanto que um dianteiro usado, para um gol modelo novo, pode sair por R$ 44,00, um zero quilômetro é vendido por quase três vezes mais.
Mas os amortecedores, segundo quem defende os novos, representa bem o caso do barato que pode sair caro. Carlos Henrique Ferreira, assessor técnico da Fiat Automóveis, defende o produto novo. Para ele, trata-se de uma peça de segurança. Envolve a segurança do motorista. Não vale a pena arriscar pelo preço.
Ferreira justifica a opinião. Tecnicamente falando, se o recondicionamento fosse feito como deveria ser, naõ iria custar tão pouco. Pelo contrário, custaria a mesma coisa ou até mais que um novo.
Reinaldo Nascimbeni, supervisor de serviços técnicos da Ford, pensa como Ferreira. Na maior parte dos amortecedores recondicionados é feito um furo e colocado um óleo mais grosso. Isso é feito sem controle nenhum. Pode representar um perigo ao motorista.
Nascimbeni explica que o amortecedor serve para abrandar o movimento da mola e que é composto de muitas válvulas. Se fosse fácil, as empresas que produzem amortecedores também recondicionariam. Iriam criar uma opção paralela para o cliente. Seria uma maneira de ganharem mais dinheiro.
Valdeir Nascimento da Silva, técnico geometrista da Conserval Veículos, garante que não tem como condicionar um amortecedor com segurança. São mais de 40 itens dentro de um amortecedor. Recondicionar é conversa para boi dormir.
Outro que pensa como Silva, é o gerente da Ferreira Malucelli, Elias Santos. É uma farsa, pura enganação. Como são muitas peças, é impossível trocar todas que apresentam algum defeito. O que muitos fazem, é lavar e pintar, só isso.





