Estima-se que hoje a cidade de Santa Helena (Oeste) realize um dos maiores encontros de motorhomes da América Latina. No feriado de Páscoa foram 372 veículos alocados em um espaço cedido pela prefeitura. O comerciante Pedro Paulo Faria, de Matelândia (Oeste), tem Motorhome há mais de uma década e é um dos responsáveis pela organização do evento. Para ele, a união dos motorhomeiros é um dos pontos fortes de quem tem o veículo. ''Em toda viagem se faz amigos diferentes. Se não está bom numa praia, vamos para outra'', relata, destacando algumas das vantagens de literalmente se viajar sem sair de casa.

Outra vantagem das amizades é o fato de algumas viagens acontecerem em grupo. ''Quem faz amizade por causa do motorhome procura sempre manter contato e quando possível tenta viajar junto para dar suporte'', comenta. Uma das companhias das quais Faria não abre mão nas viagens é a da mulher, a também comerciante Nilde Faria.

Para ela, o estilo dos motorhomeiros tem prós e contras. Embora procure ter todas as praticidades em seu veículo, como acesso à internet, televisão, cama, máquina de lavar e outras praticidades, às vezes bate uma saudade de casa, principalmente da família. ''Não fico mais que 15 dias fora, às vezes ele (Pedro) fica e eu volto de ônibus ou avião'', revela.

O casal de técnicos industriais Luiz Delfino Hackbart e Dulseara Meirelles Hackbart levam consigo uma motocicleta. ''Caso precise buscar algo ou mesmo dar uma volta com amigos que conhecermos por lá", explicam. Hackbart só se queixa de uma coisa: a falta de infraestrutura nas estradas. ''Muitas vezes temos que parar em postos de gasolina e, às vezes, eles não oferecem condições adequadas. As estradas nem sempre são boas e temos que optar por caminhos melhores'', ressalta.

Apesar das dificuldades, todos concordam que não trocariam esse estilo de vida por nada. (V.F.)

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