'Amigo oculto'
PUBLICAÇÃO
sábado, 12 de outubro de 2013
Marcos Martins<br>Especial para a FOLHA 
Curitiba - Ele fica muitas vezes esquecido, embaixo do banco. Você pode nem lembrar que ele está viajando com você, mas o extintor é um dos equipamentos mais importantes de um automóvel. Em um princípio de incêndio, a utilização rápida do acessório pode reduzir estragos e até salvar vidas. No entanto, é fundamental que ele esteja dentro da validade, o que afasta também o risco de multa e retenção do veículo pela polícia de trânsito.
A resolução 333/2009 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) tornou obrigatório o uso de um novo extintor, que já vinha sendo usado por veículos fabricados a partir de 2004. É o chamado ABC, que utiliza pó químico à base de monofosfato de amônia e sulfato de monoamônio no lugar do bicarbonato de sódio. O nome se refere às classes de fogo que o equipamento é capaz de combater. Classe A se refere aos incêndios que envolvem materiais sólidos combustíveis, como revestimentos, estofamentos, pneus, painéis, tapetes, etc. A classe B é a dos combustíveis líquidos: óleo, gasolina, álcool e outros. E a classe C envolve os materiais elétricos energizados, como a bateria e a fiação elétrica. "O modelo antigo só apagava focos de incêndio dos tipos B e C, por isso, não trazia uma segurança completa para o veículo como o modelo ABC traz", explica o diretor da Extintores Brasil, Fernando Amaral.
Os novos extintores têm validade de cinco anos e não são recarregáveis. Após o vencimento, é preciso comprar um novo. O preço varia entre R$ 80 e R$ 90. "O modelo antigo era mais barato, em torno de R$ 30, mas a troca era anual. Por ter validade cinco vezes maior e também ser mais eficiente, imagino que o custo benefício cresceu consideravelmente para os motoristas", afirma Amaral.
Circular com o extintor vencido ou fora da pressão recomendada, além de colocar o motorista em risco em uma situação de emergência, pode doer no bolso. Quem for flagrado sem o equipamento ou com ele em situação irregular recebe multa de R$ 127,69, perde cinco pontos na carteira e tem o documento do veículo retido até regularizar a situação.
"O ideal é verificar, de seis em seis meses, como está o indicador de pressão. Ele não pode estar na faixa vermelha, o que significa que não poderá ser utilizado, mesmo que esteja dentro da data de validade", orienta Amaral. Na hora da troca, a orientação é deixar o equipamento vencido na loja, que envia para o processo de reciclagem nas fábricas.


