Picape com requinte de sedã de luxo, a Volkswagen Amarok chama a atenção por onde passa. A reportagem da FOLHA testou, na cidade e na estrada, a versão topo de linha Highline, com motor 2.0 a diesel e 180 cv de potência, e comprovou que o veículo atende as necessidades dos públicos urbano e rural em pé de igualdade.
O que mais chamou a atenção na Amarok, oferecida pela concessionária Norpave, de Londrina, foi o conforto acústico: quem dirige picapes está acostumado ao ronco característico do motor e à trepidação, principalmente no veículo a diesel. Na Amarok, o som do propulsor lembrava o de um compacto e não houve trepidações, nem mesmo em terrenos irregulares. Um ponto positivo para a Volks.
Potência e dirigibilidade também completam a lista de predicados da picape, que traz câmbio automático de oito marchas. Na estrada, a força para retomadas, especialmente em subidas, foi um diferencial, ainda que tenhamos sentido o escalonamento das marchas ao acelerar. Outra função que mostrou-se bastante eficiente foi o piloto automático: em trechos de reta, determinamos a velocidade de acordo com o limite da rodovia e seguimos sem precisar acelerar; um descanso para as pernas. Bastava um toque no freio para desligar o sistema e reassumir o controle do veículo.
Nem o tamanho imponente da Amarok assustou a repórter, que conseguiu estacionar a máquina com facilidade nas vagas mais apertadas das ruas londrinenses. Isso porque o assistente de ré, combinado ao controle de estabilidade, dá segurança durante as manobras. Segundo informações da montadora, a Amarok é a única da categoria a trazer de série, em todas as versões, os sistemas de controle de estabilidade (ESC), controle de partida em rampa (HSA) e controle de descida (HDC). Outra novidade é que a picape pode receber faróis bixenônio com luzes de condução diurna em LED, tecnologia inédita no segmento, e o modelo 2015 passa a ser a único do segmento equipado com faróis de neblina com luz estática para conversão, recurso que amplia a área iluminada em curvas.
Faróis com acendimento automático, computador de bordo, GPS, rádio com CD e entrada auxiliar também estão disponíveis na versão topo de linha, assim como diversos porta-copos e luz de leitura. Porta-óculos e para-sol com espelhos para motorista e passageiro fazem a alegria dos ocupantes, especialmente mulheres.
Segundo Luiz Carlos Andrade, gerente de veículos novos da Norpave, a Amarok é reconhecida por seu amplo espaço interno, comprovado durante o teste. "Os bancos são dispostos num ângulo de 90º, que acomoda os joelhos com conforto, evitando o cansaço do passageiro em viagens longas", comenta.
Além da falta de uma saída USB – compensada pela saída auxiliar que pode receber um cabo USB –, outro ponto negativo da Amarok é que o veículo só é vendido na versão a diesel, diferente dos concorrentes Hillux, S10 e Ranger, que já contam com versões flex. Conforme Andrade, a média de consumo de combustível da picape é de 12 km/l na estrada. Durante o teste, o computador de bordo informou uma média de 9 km/l.
Com a chegada da série especial Dark Label, em abril, a Amarok será oferecida em sete opções de configuração. De acordo com dados da montadora, a Amarok parte de R$ 105.990 para a versão de cabine simples até R$ 171.950 para o modelo top.

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