Alguns consumidores são fiéis aos usados
Em 2002, a advogada Ana Laura Lino comprou uma Zafira modelo 2001. No ano passado, cerca de 12 meses depois da primeira aquisição, trocou o carro por um modelo 2002. Para o final do ano, nos planos da advogada está a substituição da minivan por outra um ano mais nova. ''Estou sempre trocando o modelo usado por outro usado mais novo. Assim não perco dinheiro'', garante.
Mesmo não sendo a Zafira um carro 1.0, citado como o mais valorizado, Ana Laura acredita que qualquer veículo seminovo é sempre um ótimo negócio. Ela diz que com o dinheiro que perderia na compra de um zero quilômetro, investe em um usado mais novo e bem mais equipado. ''Um carro com 20 ou 30 mil quilômetros rodados ainda está novo e é difícil de dar problema'', frisa. Segundo a advogada, não vale a pena comprar um zero, pois ele perde muito valor ao sair da concessionária.
O representante comercial, Antônio Carlos Bandeira, também troca de carro todo ano e prefere sempre os seminovos. A vantagem, como comenta, está no fato desses modelos não sofrerem com a desvalorização. ''Em 2001 comprei um Golf por R$ 15,3 mil. Um ano e meio depois consegui vendê-lo por R$ 15,9 mil'', diz, satisfeito com o negócio. Ele afirma que, se a pessoa cuida bem do carro, dificilmente vai perder dinheiro na hora de negociá-lo.
Bandeira lembra que tempos atrás quase comprou um modelo 1.0 novo. Porém, optou por um usado com o mesmo preço que oferecia um motor mais potente e opcionais como ar-condicionado e direção hidráulica. ''Hoje a gente tem facilidade para comprar um carro usado tanto pelas condições de financiamento, como pelas garantias que as concessionárias oferecem no quesito segurança da documentação e da mecânica'', acrescentou o representante.





