'Alegre de se dirigir'
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sábado, 04 de junho de 2016
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
São Paulo Cinco anos depois do lançamento da primeira geração do Cruze, a Chevrolet apresentou no início da semana, em São Paulo, a versão 2017 do sedã que, segundo a marca, veio para democratizar itens de segurança para os brasileiros. Hermann Mahnke, responsável pelo departamento de Marketing da GM, lembrou que o modelo foi o primeiro a receber a tecnologia de conectividade OnStar no País, no ano passado. "É o modelo mais vendido da GM no mundo", citou Mahnke, informando que mais de 4 milhões de unidades foram comercializadas entre 2008 e 2016.
O executivo contou que o novo sedã foi idealizado pelas equipes da montadora nos Estados Unidos e na Alemanha, mas que por ser um modelo global, foi calibrado para as condições locais de 75 países, incluindo as brasileiras, especialmente a suspensão e os ajustes para receber o etanol E100, produzido no País.
Conhecido como o "Camaro dos sedãs", o Cruze é definido por Mahnke como "um carro alegre de se dirigir". "O perfil do comprador do Cruze engloba homens casados e com filhos, das classes A e B e com nível superior. As principais razões para comprar o modelo são experiência anterior, aparência e design, reputação do fabricante, conforto e confiabilidade mecânica", elencou.
Com a atualização do sedã, a Chevrolet priorizou espaço, conforto, silêncio, segurança e conectividade. "Ele dá a sensação de prestígio, sofisticação e exclusividade", resumiu o executivo de Marketing, reforçando que o preço não é o principal fator de compra, uma vez que o cliente do Cruze é "um entusiasta tecnológico".
O Cruze 2017 chega às concessionárias brasileiras em julho como um cupê de quatro portas. Traz motor 1.4 Turbo Flex e transmissão automática de seis velocidades, calibrada para proporcionar baixo consumo, semelhante ao de um compacto popular. Conforme dados do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), o sedã percorre, com gasolina, 11,2 km/l na cidade e 14 km/l na estrada e com etanol, 7,6 km/l e 9,6 km/l, respectivamente.
"Desenvolver esse carro foi uma aula de engenharia", definiu a responsável pelo setor de Engenharia da GM, Fabiola Rogano. Ela destacou que a montadora investiu em tecnologia que se traduz em dados, além de uma arquitetura premiada. Entre as principais inovações do sedã 2017, Fabiola citou a maior distância entre-eixos da categoria, o aumento na distância da cabeça do passageiro em relação ao teto e no espaço para os joelhos, "que triplicou". Para incrementar o conforto, a montadora trabalho as colunas e a área envidraçada do carro.
Segundo Fabiola, o Cruze está 21% mais leve e 25% mais rígido em torção. O coeficiente aerodinâmico foi melhorado em 15%, diminuindo em 16% o arrasto dos pneus. "O motor 1.4 Turbo Flex oferece mais torque, mais potência e 30% mais economia de combustível. Além disso, a calibração da suspensão foi feita por engenheiros brasileiros, otimizando o veículo para o Brasil", avaliou a executiva, citando que a potência de 153 cavalos e os 24,5 kgfm de torque do propulsor permitem uma aceleração de 0 a 100 km/h em nove segundos.
Fabiola explicou que o equilíbrio dinâmico do sedã foi obtido colocando as baterias na traseira do veículo. Ela destacou ainda a melhora no nível de ruído de médio para premium. "O ruído do motor foi reduzido em 50% e a cabine ficou 13% mais silenciosa."
■ A repórter viajou a convite da Chevrolet


