Aircross conquista público feminino
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sábado, 07 de setembro de 2013
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
Para colocar à prova toda a capacidade do motor de 122 cavalos (cv) do modelo com sistema Flex Start, que dispensa o uso do "tanquinho" de combustível, a reportagem da FOLHA testou, durante um fim de semana, a versão automática do Citroën Aircross. Disponibilizado pela concessionária Verniê, de Londrina, o modelo de entrada surpreendeu pela ampla visibilidade proporcionada pelos amplos vidros dianteiros e pelo poder de retomada do propulsor, especialmente em subidas.
A reportagem colocou o carro na estrada, percorrendo cerca de 1,2 mil quilômetros. Na primeira metade da viagem, o tanque foi abastecido com gasolina e o motor respondeu com um consumo de 11 km/l, em média. Na segunda metade do teste, abastecido com etanol, o veículo consumiu, em média, 8 km/l na versão Exclusive, de 1.6 litros e 16 válvulas.
Segundo dados da montadora, o destaque do novo motor Vti 120 Flex é o sistema Flex Start, que funciona com o "wake up", que começa o pré-aquecimento do etanol logo que a porta do motorista é aberta. Outra novidade importante é a utilização de bomba de óleo variável, que ajusta automaticamente o fluxo de óleo enviado, de acordo com a rotação do motor e a carga, fazendo com que menos energia seja absorvida, gerando economia de combustível.
Com 1.587 cm³ de cilindrada, o motor de 4 cilindros em linha e 4 válvulas por cilindro desenvolve 122 cv a 5.800 rpm com etanol e 115 cv a 6.000 rpm com gasolina. O torque máximo é de 16,4 kgfm (etanol) e 15,5 kgfm (gasolina), sempre a 4.000 rpm. O modelo conta com freios ABS + EBD e airbag de série em todas as versões.
Toda a potência do propulsor foi comprovada em situações de ultrapassagens e subidas, nas quais o veículo se comportou de maneira bastante eficiente. Testando a versão com câmbio automático, foi possível perceber uma troca acentuada de marchas durante a aceleração.
Apesar de cerca de 60% de seu público-alvo ser formado por mulheres, conforme informações da concessionária londrinense, o modelo traz poucos porta-objetos em comparação a outros modelos concorrentes, o que se mostrou uma desvantagem durante a viagem, mas que foi compensada pelo porta-luvas espaçoso e refrigerado. Também há porta-copos para o motorista e o passageiro da frente e revisteiros para os passageiros traseiros.
Na parte superior do painel, o conjunto de três mostradores circulares, composto por inclinômetro lateral (indica a inclinação do veículo lateralmente), inclinômetro longitudinal (evidencia a inclinação do veículo em subidas ou descidas) e bússola, dá um charme a mais ao modelo. Esse conjunto de mostradores tem visual inspirado no universo aeronáutico e estilo digno de relógios de luxo.
Seguindo as últimas tendências mundiais, o painel apresenta um quadro de instrumentos analógico e totalmente voltado para o motorista. Formado por três relógios cônicos, o painel traz um pequeno computador de bordo, que resume informações como consumo, velocidade média, autonomia do tanque de combustível, quilometragem, entre outros dados.
Já o volante oferece regulagens de altura e profundidade, que tornam a condução mais confortável. Para o motorista, a posição elevada ao dirigir proporciona melhor visibilidade e maior sensação de segurança.
O banco traseiro é rebatível, permitindo um volume de carga de 1,5 mil litros, ou 403 litros em posição normal. O modelo traz ainda ar condicionado, direção assistida, retrovisores externos com regulagem elétrica, rodas de liga leve Buggy, vidros dianteiros e traseiros elétricos e faróis de neblina. O preço de venda sugerido começa em R$ 54.990.


