Água e ar: combustíveis?
Um dos sonhos mais frequentes dos projetistas de automóveis tem sido fabricar um veículo movido por motor que utilize substâncias fornecidas em abundância pela natureza: o ar e a água, por exemplo. Infelizmente, água e ar não se combinam de forma a fornecer energia útil. Porém, a primeira experiência a tentar utilizar a água como combustível aconteceu por volta de 1903, nos Estados Unidos.
James A. Charter construiu um carro que levava seu sobrenome, movido por um motor que funcionava com a mistura de água e gasolina. James Charter achou que a carburação poderia ser melhorada obtendo oxigênio necessário para a combustão, a partir da água. Usou uma mistura de duas partes de gasolina para uma parte de água. Mas, a fraqueza de seu motor residia na dificuldade de mantê-lo na temperatura correta, que deveria ser suficientemente alta para causar a vaporização instantânea da mistura líquida introduzida no cilindro, mas não tão alta a ponto de provocar um superaquecimento e a pré-ignição. A dificuldade impossibilitou o progresso da invenção.
Já em 1984, o consultor energético Sidney Godolphin chegou a patentear um carro movido a água. Na época, Godolphin garantia poder rodar 400 quilômetros num jipe, utilizando um litro de água e outro de gasolina. Mas, segundo ele, seu invento foi recusado por instituições oficiais, preocupadas naquela época com o projeto pró-álcool.





