Aero Willys 65: o poder de atrair olhares
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sábado, 17 de setembro de 2011
Vinícius Fonseca <br> Reportagem Local 
Circular pelas ruas sob olhares curiosos passou a fazer parte do cotidiano do empresário Luiz Carlos Corsini, de Ibiporã, há aproximadamente oito anos. O motivo é seu charmoso Aero Willys 1965, com o qual sai para passear nos finais de semana ou marca presença em encontros de antigomobilistas.
Motor 2600, seis cilindros, câmbio com quatro marchas e todo o conforto que marcou uma época, o automóvel tem o teto branco e peças originais. Estas características conferem à relíquia placas pretas. ''Se você notar bem, as placas remetem ao nome e ao ano do veículo'', revela.
Corsini lembra que a linha Aero representava os veículos de passeio da Willys Overland. Daí, a riqueza de detalhes, como o painel em madeira Jacarandá e sua parte superior estofada em courvin, mesmo material utilizado nos bancos. Espaçoso, o modelo comporta tranquilamente até seis pessoas e o porta-malas consegue transportar uma quantidade considerável de objetos.
''O espaço do Aero Willys é característico de seus concorrentes de mercado da época, mas os diferenciais são que ele é o primeiro a sair com alternador (peça que transforma energia mecânica em elétrica) e ter dois carburadores'', afirma o empresário.
Outra característica comum dos carros de passeio dos anos 60 é o formato - principalmente de sua parte dianteira -, que dava aos automóveis o popular apelido de ''tubarão''. O motivo eram os frisos de aço separando os faróis arredondados, lembrando muito a face do temido animal marinho.
A paixão por antigomobilismo levou Corsini ao posto de presidente do Clube do Carro Antigo de Londrina, cargo que ocupa há quatro anos. Para ele, os proprietários de veículos de época precisam ser cuidadosos e ter muito zelo para manter o automóvel em dia, algo que ficou evidente durante a reforma de seu Aero Willys.
De acordo com o empresário, para que tudo ficasse o mais original possível no automóvel, foi preciso a aquisição de um modelo idêntico ao que tem hoje. ''Na verdade, comprei dois Aero Willys para montar um só. O outro era cinza e branco e foi todo desmontado'', conta. ''O que mais me dá orgulho é que já pude ser premiado em encontros devido ao estado do veículo'', lembra.
Além de acompanhar de perto a mecânica e a pintura - ele fez um estudo das cores usadas no carro na época de lançamento -, Corsini fez questão de instalar os vidros, as portas e os frisos do automóvel. ''Reformar levou um bom tempo, principalmente por causa da pintura. Queria conservar ao máximo cada detalhe do carro e isso deu um certo trabalho'', afirma.
Com o Aero Willys mantendo a aparência muito bem conservada, não faltam propostas para tirá-lo da garagem de Corsini. A mais significativa chegou a R$ 60 mil. ''Nem eu acho que o carro valha tanto, mas na hora de vender pesou o lado sentimental. Como dizem, gosto não tem preço'', brinca.


