Adulteração é o maior vilão da bomba de combustível
PUBLICAÇÃO
domingo, 30 de janeiro de 2005
Agência Estado 
A gasolina adulterada, que contém substâncias como querosene, diesel ou solvente, é a principal causa do desgaste prematuro da bomba elétrica, o componente que tem a função de enviar combustível ao motor dos carros equipados com injeção eletrônica.
A mistura de álcool com gasolina, popularmente conhecida como rabo-de-galo, e a conversão de motores a gasolina para o combustível vegetal por meio de chip também diminuem a vida útil do componente, segundo Marco Freitas, gerente de Marketing e Produtos da Bosch, empresa especializada nos sistemas de injeção eletrônica.
De acordo com as fabricantes, a bomba elétrica é produzida para durar cerca de 100 mil quilômetros. Os mecânicos, porém, advertem que ela pode parar de funcionar bem antes disso. ''Em alguns casos, a bomba elétrica queima aos 20 mil quilômetros'', afirma o mecânico Valter Nishimoto.
Nessas casos, o desgaste precipitado ocorre porque a peça entra em contato direto com a gasolina adulterada. A bomba tem como função aspirar o combustível contido dentro do tanque e fornecê-lo sob pressão a um tubo distribuidor, onde estão fixadas as válvulas de injeção. ''Em contato com a gasolina de má qualidade, forma-se uma espécie de verniz na bomba, que amarela'', explica.
Entretanto, o técnico afirma que o hábito de rodar constantemente com o tanque abaixo de um 1/4 da capacidade também prejudica o bom funcionamento da bomba. Isso acontece porque, segundo ele, a própria gasolina lubrifica e refrigera o componente. ''Se a bomba rodar muito a seco, ela pode travar. É como um motor funcionando sem óleo.''
A substituição da bomba elétrica de combustível é simples, mas seu preço varia de R$ 200 - para os ''populares'' Volkswagen Gol e Chevrolet Corsa - a R$ 1 mil, no caso de veículos importados ou nacionais de manutenção cara como o Volkswagen Golf.


