Adrenalina sobre as águas
PUBLICAÇÃO
domingo, 05 de fevereiro de 2012
João Fortes <br> Reportagem Local <br>
Enquanto muitos veranistas querem apenas sombra e água fresca, há quem prefira água fresca, velocidade e adrenalina. Para quem tem um jet ski isto é muito fácil. Difícil mesmo é não se divertir com uma máquina dessas.
O empresário Elvis Douglas Brantegani que o diga. Ele é dono de um Yamaha FX Cruiser 1.8 e se reúne quase todo final de semana com um grupo de amigos para ''brincar'' com os jets. A FOLHA acompanhou um desses encontros, na represa do rio Capivara, em Porecatu. A água, até então calma, ficou agitada e cheia de marolas com a presença de mais de dez jet skis. ''Uma vez em Porto Rico chegamos a reunir cerca de quarenta pessoas com seus jets'', conta o empresário.
E a diversão, segundo Brantegani, só é garantida mesmo em grupo. ''Tem que ter uma turma. Eu digo para quem pretende começar a andar de jet: se for sozinho, melhor nem começar. Com umas três pessoas já dá uma brincadeira legal.''
E o clima dentro da água é mesmo de brincadeira. Os amigos se divertem fazendo manobras, passando por entre as marolas e dando um jeitinho de espirrar água um no outro. ''É uma coisa sadia, a gente fica em contato com a natureza, o vento na cara, água limpa e, principalmente, com os amigos'', declara Brantegani.
Também empresário, Peral Pinto já anda de jet ski há dez anos. Ele é um dos que mais agitam a água na hora do passeio, com seu Yamaha VXR, que chega a atingir uma velocidade de 115 km/h. ''Mas parece que você está a 200 km/h. Eu sempre gostei de moto e isso aqui é uma moto da água'', compara.
Entre a turma de amigos, os modelos de jet ski são bem parecidos. A maioria é da marca Yamaha, top de linha, com 1.800 cilindradas e capacidade para até três pessoas.
Já o Kawasaki Ultra 300, do empresário Victor Moreira, se destaca pela potência, embora atinja a mesma média de velocidade dos outros modelos, entre 100 km/h e 115 km/h. ''A arrancada e a retomada são mais fortes'', explica.
O veículo também conta com o wake mode, sistema para controlar a produção de marolas ao estacionar próximo a outras embarcações, evitando batidas entre elas.
O piloto automático é outro atrativo de algumas máquinas, que podem ser incrementadas com a troca de equipamentos como hélice, escapamento, captador e filtro. ''Isso tudo aumenta a potência do jet ski. Dá para gastar até uns três jets a mais aí com equipamentos'', afirma Peral Pinto, mostrando um outro modelo que conta até com uma câmera para o registro de imagens durante o passeio.
O gerente comercial Fábio Mestre assume o vício pelas manobras na água e revela que muitas vezes sai do trabalho e vai direto para o Lago Igapó, em Londrina, para dar uma volta com seu Yamaha FZR 1.8 Turbo. ''Já teve dia em que eu saí do banco, de terno e gravata, só tirei o paletó e os sapatos, arregacei as mangas da camisa e a barra da calça e fui andar de jet'', conta Mestre. ''É um verdadeiro antiestresse'', completa Brantegani.
Confira as fotos cheias de manobras e velocidade: