Adrenalina pura
PUBLICAÇÃO
sábado, 16 de julho de 2011
João Fortes <br> Reportagem Local 
Se assistir a uma prova de autobomilismo pode ser algo fascinante, imagine a sensação de estar na pista dentro de um carro de corrida. À convite do Racing Festival, a reportagem da FOLHA foi até o Autódromo Ayrton Senna experimentar a adrenalina de guiar um modelo igual aos que disputam o Trofeo Linea, hoje, em Londrina.
Antes de dirigir a máquina, foi necessário fazer um reconhecimento da pista na companhia do piloto de testes Rodrigo Moura. Diferentemente dos veículos que competem, o carro de demonstração tem dois bancos. Ser passageiro de um veículo correndo no autódromo a cerca de 200km/h já foi uma sensação inigualável.
Assim que o veículo sai do box, a adrenalina toma conta do corpo rapidamente. Para quem não está acostumado, a primeira volta gera certa tensão. As curvas muito fechadas também podem incomodar um pouco. Na segunda, porém, já se sabe mais o que esperar pela frente e o passeio vai ficando divertido. Na terceira e última volta a vontade é de continuar correndo. E fica claro como adrenalina e velocidade são viciantes.
Feito o reconhecimento, é hora de ouvir as últimas dicas do piloto sobre a dirigibilidade do carro. O câmbio, por exemplo, é sequencial. As marchas aumentam ao posicionar a alavanca para trás e reduzem para frente.
Chega o momento de acelerar e desta vez a companhia é do piloto Giuliano Losacco, que vai no banco do passageiro para dar orientações. Fazer o motor de 210 cavalos roncar já é uma sensação boa. Mas a arrancada é ainda melhor. Em alguns segundos, a velocidade aumenta intensamente. É preciso apenas se adaptar um pouco, pois, ao contrário do que se imagina, o acelerador não é sensível como nos carros potentes comuns. É preciso realmente pisar fundo.
O mesmo acontece com os freios, que precisam de força para que a velocidade seja reduzida. A dificuldade de pilotar pode se acentuar nas curvas. É preciso tirar o chapéu para os pilotos que conseguem reduzir na medida certa sem perder tanta velocidade, manter o controle do carro e ainda ultrapassar os adversários.
Mesmo não tendo performance de piloto, é possível sentir muita adrenalina correndo com uma máquina dessa no autódromo. Principalmente nas retas, onde pode-se aproveitar bem a velocidade.
À medida que se completa cada volta, a confiança aumenta. Igual à experiência como passageiro, na pilotagem a vontade é de não parar mais.


