Eles não são ''brinquedos''. Muitos, inclusive, são preparados especialmente para competições e garantem emoção e bastante adrenalina aos pilotos. Podem ser on-road ou off-road, e com ajustes na suspensão, amortecedores, cambagem, velas e freios, o acerto do motor e a escolha adequada dos pneus chegam a ultrapassar os 100 km/h.
Réplicas idênticas dos automóveis de verdade, mas em escalas bem menores, cujos tamanhos variam de 35 cm a 60 cm de comprimento, os automodelos vêm ganhando adeptos no País. Seja de forma amadora ou profissional, os automodelistas afirmam que o hobby ajuda a aliviar o estresse e proporciona boas horas de diversão.
Tal como no automobilismo, os modelos permitem a preparação do chassis, do motor e a escolha dos acessórios. Em contrapartida, no automodelismo, os pilotos ficam de fora e movimentam seus carrinhos através de um radiocontrole. No transmissor, o piloto comanda o acelerador, o freio e a direção. As marchas - duas no on-road e uma no off-road - são trocadas automaticamente.
''Sempre adorei carros, e ser automodelista é sentir um pouco a emoção de um piloto de corrida'', conta Marco Antônio Peraro, consultor técnico de automóveis em uma concessionária em Londrina e mecânico de automodelos nas horas vagas. Dono de cinco desses carrinhos, Peraro lembra que iniciou na modalidade há oito anos. Antes, era adepto do aeromodelismo.
Ressaltando as diferenças entre os carros de verdade e os brinquedos, o técnico frisa que os modelos podem ser elétricos, os quais trabalham com motores alimentados à energia de baterias recarregáveis, ou movidos à combustão, alimentados por um combustível especial à base de álcool metílico (metanol), com uma proporção de 20% de nitrometano. Os primeiros são mais silenciosos, já os outros, mais difundidos no Brasil, proporcionam aquele conhecido ronco dos motores dos carros de corrida - guardada as devidas proporções, é claro!
''Esse barulho deixa a gente empolgado. É a maior adrenalina ouvir os roncos dos motores'', afirma o comerciante Alexandre Peres, dono de dois carrinhos e adepto do esporte há 1 ano. Para ele, o hobby ajuda a passar o tempo e tira o estresse diário.
Peraro ainda explica que os pilotos podem optar por rodas e pneus diferenciados. Esses últimos, segundo ele, podem ser de borracha ou espuma, dependendo da ''necessidade''. O modelo off-road vai melhor com o primeiro material. O on-road, especialmente os preparados para competições, se dá melhor com os de espuma: o material oferece mais aderência nas curvas e não tem problema com a força centrífuga (abaulamento).
Os automodelos são dividos em quatro categorias comercializáveis. A mais comum é a escala 1-10, a menor, com cerca de 40 cm de comprimento, motor 0.12, com velocidade média de 40 km/h. Em seguida vem a 1-8, 55 cm, motor 0.21, com alcance de 80 km/h. Depois, as escalas menos comuns 1-6 e 1-5.
Por enquanto, segundo Peraro, o grupo de automodelistas (praticantes) de Londrina que reúne cerca de 50 pessoas, ainda não tem um espaço ideal para a prática do esporte. Eles encontram-se aos finais de semana e ''brincam'' em pistas improvisadas. O técnico afirma que o hobby deve ser praticado em um lugar bastante espaçoso. A rua, por exemplo, não é indicada, pois o carrinho alcança alta velocidade e se o praticante não tiver experiência pode perder o controle da máquina e machucar alguém.
O grupo está tentando montar na cidade a Associação dos Automodelistas para unir forças e conseguir a autorização e o apoio da Prefeitura para a construção de uma pista de corrida.

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