Acessórios podem desvalorizar o automóvel
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sábado, 21 de fevereiro de 1998
Da Redação 
Reprodução O teto solar feito fora da fábrica é um dos acessórios que desvalorizam o automóvelItens como faróis de milha, rodas de liga leve, pneus de perfil esportivo, teto solar e sistema de som são detalhes que incrementam e diferenciam os automóveis. Mas na maioria das vezes, o dinheiro gasto na compra dos equipamentos não tem qualquer retorno na hora da revenda.
Apenas itens como ar condicionado e direção hidráulica, que legitimam um conforto a mais e vêm se tornando indispensáveis no conturbado trânsito de hoje, chegam a ser valorizados. Independentemente de seu custo, outros acessórios, como rodas de liga leve, alarme e um teto solar instalado - que, juntos, podem superar os R$ 1.500 - praticamente não influenciam no preço de revenda do carro.
Mesmo alguns itens mais caros, como um CD player de mala, não se revertem em aumento de preço. Na hora da venda, não se consegue acrescentar o valor ao preço do veículo.
Existem outros tipos de acessórios, que não só não valoriza nada como ainda pode depreciar o preço de um automóvel usado. É o caso do teto solar, principalmente quando se trata de equipamento colocado, que não veio de fábrica. O cliente fica preocupado com infiltrações e ferrugem e, se puder, evita o carro.
Os preços dos carros mais equipados podem subir de R$ 500 a R$ 1.000 - no caso de modelos com preço até R$ 15 mil - ou aumentar em até R$ 1.500, no caso de veículos com preço em torno dos R$ 20 mil.
No caso dos populares, os equipamentos até valorizam mais o carro, mas a diferença não pode ser muito alta. Senão, passa a competir com veículos de segmentos superiores e deixa de ser vendável, justifica Avelino Teixeira Júnior, presidente da Associação dos Revendedores de Veículos Automotores do Estado de São Paulo (Assovesp).
Os proprietários de automóveis que gostam de equipar seus veículos devem ficar alertas para os limites na colocação de acessórios. Alguns destes itens constituem o que é chamado de mudança das características originais.
Tais modificações só podem ser feitas com autorização do Denatran. E para isso, o carro modificado tem de passar pela aprovação do Inmetro. Mas a legislação também rege outros itens, como faróis de milha, pneus e a película protetora de vidros. Se o motorista for flagrado com irregularidades, pode até ficar sem o carro.
Por exemplo: a localização dos faróis de milha nos carros não podem ultrapassar a altura máxima de 1,60 metro. Rodas e pneus devem ser preferencialmente as originais de fábrica e nunca devem exceder o limite dos pára-lamas. Películas nos vidros, o popular Insufilm, são proibidas.
A última moda em acessórios automotivos é uma ponteira de escapamento que emite um som igual ao dos carros de Fórmula 1. Na verdade, trata-se de um aparelho simples, que custa, em média, R$ 120. O som chama a atenção, mas estraga o motor e ainda é proibido por lei.


