Acelerando com um pé no passado
Breno Cilli, 24, transformou sua Honda CB 450 em uma legítima representante do movimento Cafe Racer. Originais, manteve apenas o motor, o quadro e as rodas. O guidão foi rebaixado para garantir uma posição de pilotagem mais aerodinâmica, focada na velocidade, principal característica dessas motos de corrida. "Sempre gostei da cultura Cafe Racer; as peças eu consigo em ferros velhos e pela internet", conta ele.
Como prega a cultura da customização, o gosto pessoal define a montagem da moto, com detalhes exclusivos como a asa colada no lado direito do tanque vermelho. Até mesmo o capacete sem viseira e os óculos usados por Cilli são típicos do movimento.
Marco Ferreira Filho diz que as Cafe Racers surgiram na Inglaterra, com um grupo de jovens que adequava motos detonadas para a corrida e costumava se reunir em cafés. "Eles colocavam músicas naquelas máquinas jukebox e tinham que correr até um ponto e voltar antes da música terminar", conta.
A paixão do diretor de arte Ricardo Garcia, 27, é uma Harley Davidson 883, que ele pilota diariamente. Garcia comprou a moto totalmente original e desde então aderiu à customização. O tanque lixado, que confere uma aparência desgastada, é um belo exemplo da interferência do gosto pessoal do diretor no design da moto. "Estou há dois anos customizando; é uma coisa que não termina nunca", garante. (C.F.)





