Barueri - São Paulo - Pela primeira vez a Audi oferece ao mercado brasileiro um importado de sua marca que custa menos de R$ 100 mil. O Audi A1, um hatcback compacto, chega às concessionárias por R$ 89.900. É a aposta da montadora que atua no segmento premium para impulsionar os números de vendas e colocar o Brasil entre os seus 20 principais mercados. Hoje, de acordo com o presidente da empresa no País, Paulo Kakinoff, os brasileiros estão em 26º lugar no ranking mundial de compradores da Audi. A projeção é vender 6,5 mil unidades do compacto até o fim do ano no Brasil. Este número poderia ser bem mais amplo se não pagássemos tantos impostos. Na Europa, a versão de entrada do carro sai por 13.800 euros (em torno de R$ 34 mil).
Para entrar no mercado de compactos a Audi não abriu mão de nada de sua identidade. O A1 tem vários elementos encontrados no A8 e no recém-lançado A7, que são, obviamente, muito mais caros.
Para conferir o resultado, participamos do lançamento oficial para o Brasil, que aconteceu na última semana na capital paulista e no Kartódromo Internacional de Aldeia da Serra, em Barueri. Com o pé fundo no acelerador na pista de kart o A1 mostra um desempenho muito agradável. O motor é o 1.4 TSFI de 122 cavalos, que conta com sistema de injeção direta de combustível e câmbio automático S-Tronic de sete velocidades e dupla embreagem. Essa tecnologia toda possibilita sair da inércia e chegar a 100 km/h em 8,9 segundos (dado da montadora).
No entanto, a diversão maior ficou para as travadas curvas do circuito. Com o câmbio na posição ''S'' e um ou dois toques na asa de redução de marchas da borboleta que fica no volante, o motor se enche e o pedal de freio fica de lado. Terminado o contorno é só afundar o pé direito novamente e o A1 não dá qualquer demonstração de querer rodar. É claro que o Sistema Eletrônico de Estabilização (ESP) ajuda.
Falando de visual, externamente o carro mistura elegância com jovialidade. Por sinal, é justamente o público jovem que a Audi quer fisgar com o compacto. São oferecidos ao consumidor pacotes opcionais de customização. É possível optar por arco do teto com pintura contrastante. As rodas de série têm aro 16 polegadas. Faróis bi-xenônio com luzes diurnas em LED e faróis de neblina também são itens de série.
Por dentro, acabamento de requinte. Computador de bordo, ar-condicionado, volante esportivo em couro, tela de configurações de 6,5 polegadas, airbags dianteiros frontal, lateral e de cabeça dianteiro e traseiro estão presentes.
Tudo muito confortável para motorista e passageiro. Os problemas ficam para quem tiver que andar no banco traseiro. Lá, o espaço é apertado. O encosto de cabeça não funciona para quem tem mais de 1,76 metro, pois antes dele a cabeça do passageiro toca na parte descendente do teto. Se o motorista for mais alto que 1,80 metro esqueça a possibilidade de andar com quatro pessoas no A1. O espaço entre o banco do motorista e o traseiro torna-se quase nulo.
Voltando a falar de desempenho, nota positiva para o consumo. A Audi diz que a média combinada estrada-cidade é de 18,8 km/l (veja mais na ficha técnica).
Concorrência
O principal concorrente do A1 é o Mini Cooper, que tem motor 1.6l e 120 cavalos de potência. O Mini tem 26 centímetros a menos de comprimento e seis a menos de largura. A altura é a mesma para os dois carros: 1,41 metro. Os preços também são parecidos. A versão de entrada do Mini Cooper - com câmbio manual - custa R$ 80.750.

mockup