Abraciclo projeta um 2014 estável
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domingo, 08 de dezembro de 2013
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
Após mais um ano de dificuldades para o segmento de motocicletas e fechamento com saldo negativo, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) projeta um ano de 2014 sem crescimento. A entidade acredita que o cenário de incertezas quanto ao rumo da economia e o maior número de feriados, acentuado pela realização da Copa do Mundo de Futebol, devem impactar nos resultados do segmento.
"Nossa perspectiva é de um 2014 estável, sem mudanças no cenário em relação a 2013, que prosseguiu com a seletividade de crédito e retração da atividade econômica. Com a Copa, os brasileiros tendem a consumir outros produtos, como televisores, e isso pode postergar a decisão de compra de uma motocicleta", diz Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.
Para o proprietário da PB Yamaha de Londrina, Cesar de Oliveira, este foi um bom ano de negócios, com crescimento de 35% nas vendas em relação a 2012. Isso porque até o ano passado existiam duas concessionárias da marca na cidade, mas uma delas fechou ainda em 2012. "Trabalhando sozinhos, ocupamos uma fatia maior do mercado local e investimos mais em capacitação e propaganda. Além disso, apostamos em um novo modelo 150 que foi lançado este ano, que nos colocará em um mercado do qual não fazíamos parte", declara Oliveira.
O modelo a que ele se refere é a inédita YS150 Fazer, a primeira motocicleta de 150 cilindradas da Yamaha comercializada no Brasil, que mira a CG 150 Titan. O modelo chegou às lojas em outubro por R$ 7.390 na versão ED e R$ 7.850 na configuração SED. Sua missão é incrementar a oferta urbana da marca, situada entre a YBR 125 Factor ED, que sai por R$ 6.490, e a YS250 Fazer, que custa R$ 11.279. Conforme Oliveira, a YS150 Fazer deve ganhar uma versão off road ainda em 2014.
Para o empresário, o mercado de motos está estabilizado no Sul do País. "Nosso projeto é crescer dentro do mercado Yamaha em Londrina entre 15% e 20% em 2014, enquanto a meta nacional de crescimento da marca está projetada em 15%", comenta. A PB Yamaha vende principalmente motocicletas populares e médias, para uso pessoal do cliente. "As maiores representam apenas 20% do meu mercado", assinala Oliveira.
Para Antônio Marcos Grigonis, gerente comercial da Blokton Honda, de Londrina, 2013 foi um ano "bem fraco" em comparação às vendas de 2012, apesar do aumento no número de consórcios. Ele espera que o cenário volte a ficar positivo em 2014. "Estimamos um crescimento de 5% nas vendas este ano. É um número razoável", opina.
Para o ano que vem, as vendas da Honda em Londrina devem seguir as estimativas da Abraciclo, de baixo crescimento. "Esperamos crescer os mesmos 5% em 2014", prevê Grigonis, lamentando que a oferta de crédito tem dificultado o comércio de motocicletas no País.
O gerente aposta que a renovação da linha CG 150, que ganhou três anos de garantia, deverá estimular as vendas na concessionária no próximo ano. "Quem compra essa moto usa para trabalhar, estudar e até em firmas de entrega, para garantir economia no dia a dia." A nova linha da CG 150 parte de R$ 6 mil a versão mais simples até R$ 9,5 mil o modelo mais completo.
Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), até 5 de dezembro, a lista das dez motocicletas mais vendidas no Paraná era liderada pela Honda Biz, com 9,8 mil unidades comercializadas no Estado este ano. A Honda ocupou outras cinco posições nesta lista, enquanto três modelos da Yamaha ficaram entre os dez mais vendidos. Na ordem: CG 150 (8.840), CG 125 (6.683), NXR 150 (3.540), CB 300R (2.773), YBR 125 (2.622), XRE 300 (948), Fazer 250 (812), NXR 125 (757) e T115 Crypton (697). No Brasil, a Honda CG 150 é disparada a mais vendida, somando 326.453 unidades comercializadas até 5 de dezembro.


