Abaixo o menos é mais
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de dezembro de 2014
Cecília França<br> Reportagem Local 
Criado para as pistas, em 1959, o Mini voltou ao Brasil já nos anos 2000 e, do original, preserva o desempenho ímpar em altas velocidades e as curvas impecáveis. Dirigir um Mini é uma verdadeira viagem no tempo. Mas, antes, o desenho retrô do modelo invadia a cabine com detalhes trazidos diretamente dos anos 1950/1960. Agora, a terceira geração do hatch surge menos retrô e mais tecnológica no acabamento interno.
Aceleramos a versão Top do Mini Cooper S, cedido à reportagem da FOLHA pela concessionária Euro Import, e acumulamos, além de quilometragem, muitos bons momentos. Equipado com motor 2.0 TwinPower Turbo de 192 cv, o compacto tem transmissão automática de seis velocidades, suspensão adaptativa, rodas de liga leve de 17 polegadas, bancos esportivos em couro, sensor de chuva e luminosidade, ar-condicionado dual zone, computador de bordo, entre outros itens de tecnologia.
Por fora, as diferenças para a geração anterior se concentram na dianteira, onde a grade ficou maior. O compacto também ganhou centímetros em todas as direções: 9,8 a mais de comprimento, 4,4 cm de largura, 0,7 cm de altura e 2,8 cm de entre-eixos. O porta-malas de 211 litros também está maior que o anterior, mas ainda não acomoda bagagem suficiente para viagens longas. Os faróis ganharam um anel de LED, bem como os faróis de milha e as lanternas traseiras, quase retangulares.
O Mini Cooper S oferece três modos de direção: green, mid e sport. Para beneficiar a economia de combustível, no modo green as respostas ficam mais lentas e o motor gira baixo e silencioso entre 1.000 rpm e 1.500 rpm. No modo mid, as rotações sobem um pouco e o motor passa a emitir um som moderado, mas já característico dos carros bons de corrida.
Ao jogar o seletor para o modo sport o Mini parece saltar, tamanha a rapidez de resposta do acelerador. O ronco do motor invade a cabine e o conta-giros sobe até os 6.000 rpm antes de trocar de marcha. Neste modo, alcançamos de 0 km/h a 100 km/h em menos de sete segundos e pudemos sentir o gostinho da performance do Mini nas pistas.
A escolha dos modos de direção é feita por um seletor posicionado abaixo do câmbio e a opção aparece na tela de 8,8 polegadas do sistema multimídia, que ocupa posição central no console ali, na geração anterior, ficava o marcante velocímetro redondo. O marcador de velocidade agora fica atrás do volante, acoplado ao conta-giros. Ao lado, há um indicativo luminoso de combustível.
Logo atrás, em cima do painel, há outra exclusividade do Mini Cooper S, o sistema head-up display. Trata-se de uma pequena tela transparente, retrátil, na qual são projetadas informações úteis, como a velocidade em número digital, a rádio sintonizada, e avisos, como de reserva de combustível. Porém, apesar de interessante, a tela só fica visível quando o motorista abaixa bastante o banco, senão, fica fora do campo de visão.
Quando esse display está desativado, algumas informações aparecem dentro do velocímetro. O volante traz comandos para o rádio, telefone e piloto automático, além de borboletas para trocas manuais de marchas. O veículo indica qual a marcha correta e as reduções são automáticas.
O Mini Cooper S oferece ainda teto solar e o sistema Driving Assistant, que inclui funções como aviso de colisão dianteira, sistema de mitigação de colisão na cidade, informação de limite de velocidade, dispositivo limitador de velocidade, memória de sinal de tráfego, piloto automático dinâmico e adaptativo por vídeo.


