A velocidade no sangue
PUBLICAÇÃO
sábado, 03 de março de 2012
Vinícius Fonseca <br> <br> Reportagem Local
Alguns carros antigos são sinônimo de adrenalina. A linha do Opala e suas diversas versões não fogem a essa regra e são muito bem vistas por quem tem a velocidade no sangue. O mecânico Regivaldo Henrique Ferreira, 38 anos, é um desses fãs. Ele apresenta o seu Opala Comodoro 79, que classifica como o xodó de sua coleção de Opalas. Na lista ainda estão outro Comodoro, 85, e um Diplomata, 89.
Mas, o que torna o 79 um veículo tão especial e diferenciado? A resposta para esta pergunta pode estar em sua mecânica ou mesmo na relação que Ferreira mantém com carros que têm na sua potência o grande diferencial. ''Sempre fui apaixonado por carros possantes. Familiares próximos tiveram Mavericks e meu primeiro carro foi um Dodge Dart quando eu tinha 18 anos de idade'', lembra.
Outro destaque é o preparo do veículo, que foi todo alterado visando campeonatos de arrancada. Isso há cerca de 15 anos, quando ainda pertencia a outra pessoa. ''Comprei esse veículo do meu compadre há quase seis anos e acompanhei todo o seu procedimento de montagem. Até por isso ele é mesmo a maior paixão entre os carros que tenho'', assume.
Hoje Ferreira mantém a mecânica diferenciada, visando torneios. Apenas a carroceria, as rodas e o volante são originalmente do Opala, enquanto os demais itens são bem mais modernos do que os existentes no ano de lançamento do veículo. ''O motor, o câmbio, o diferencial e o painel de instrumentos são todos prontos para as competições'', revela.
Ele explica que, embora o motor seja seis cilindros - algo já presente em Opalas -, pistão, comando de válvula e carburadores são todos bem mais potentes do que os itens presentes em um carro comum. Outro fato impressionante que marca a diferença desse Comodoro é a sua potência: algo entre 450 e 500 cavalos, segundo o proprietário.
A lente da lanterna também é diferente da comum aos Opalas, bem como o banco - que precisa dar segurança ao piloto. Ferreira esclarece, no entanto, que no momento que quiser pode voltar o carro ao que era antes. ''Mas hoje não tenho a menor intenção de fazer isso'', diz.
A relação de Regivaldo com o Comodoro não se restringe apenas ao conhecimento das peças. ''Eu era pintor de residências e me tornei mecânico por causa da paixão por Opalas e por carros de velocidade'', conta.
A possibilidade de venda também está totalmente descartada, uma vez que ele ainda vive a expectativa de cumprir muitos objetivos a bordo do Comodoro. ''Além dos adesivos dos patrocinadores, quero colocar o nome do meu filho Pedro Henrique e continuar correndo'', planeja. ''O motor, que é a melhor tecnologia do carro, já me deixou na mão. Mas tudo o que é do Opala não precisou nem de reparo. Por isso, também amo esse carro'', completa.
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