A serviço do meio ambiente
PUBLICAÇÃO
sábado, 14 de abril de 2012
João Fortes <br>Reportagem Local 
Em meio ao trânsito cada vez mais complicado, onde o que predomina é o ronco dos motores a combustão, as bicicletas elétricas poderiam solucionar parte dos problemas de tráfego e colaborar para a diminuição dos índices de poluição. Mesmo assim, essas bikes ainda são raras nas ruas e despertam a atenção por onde passam.
A enfermeira Tânia Maria Pascueto, de Cambé, sabe bem como é isso. Há menos de um mês ela comprou pela internet uma bicicleta da marca E-club e, desde então, utiliza esse meio de transporte todos os dias para ir e voltar do trabalho. No caminho, costuma ser abordada por crianças, adultos e até idosos, todos curiosos e surpresos com o funcionamento da bike e, em alguns casos, até interessados em adquirir uma.
Tânia conta que sempre gostou de pedalar por lazer, mas seguia até o trabalho de carro, o que há certo tempo já vinha a incomodando pelo fato de saber que contribuía com a poluição do ar. Ela investiu R$ 1.290 na compra da bicicleta elétrica e, mesmo em pouco tempo, já destaca o custo-benefício em relação ao carro. ''Com o carro, eu gastava R$ 100 por semana de gasolina. Agora, R$ 20 são suficientes quase para a semana toda. Além disso, as parcelas que estou pagando da bicicleta dão menos do que eu gastava com gasolina.''
Fora a economia, ela também vem experimentando uma melhora na qualidade de vida. O percurso de três quilômetros entre a casa e o trabalho é feito em cerca de cinco minutos, isso quando ela não faz um desvio para conhecer outros caminhos. ''Estou descobrindo outra cidade, coisas que de carro eu não via. Chego no trabalho cantando'', afirma.
Quando chega em casa, basta ligar a bike na tomada para carregar. No dia seguinte ela pega a ''magrela'' e recomeça a rotina, com menos estresse e a certeza de que está contribuindo para diminuir a poluição do ar.
Teste
Para conhecer na prática o desempenho de uma bicicleta elétrica, a reportagem da FOLHA foi até a Rock Bike, em Londrina, e testou um dos modelos. A VBX12 Jequitibá, da Verde Bike, custa R$ 2.890 e tem o design inspirado em modelos clássicos, o que faz muita gente lembrar da infância. A partida é dada por meio de uma chave na ignição que fica abaixo do banco. Ao ligar, uma surpresa: nenhum ruído. Duas luzes no guidão direito indicam que o motor da bike realmente está acionado.
É ali também (no guidão direito) que o ciclista acelera, com o mesmo movimento de uma moto. Quem está nas primeiras voltas precisa se acostumar, pois a aceleração não é nada tímida, embora a velocidade máxima não passe dos 50 km/h.
Vinicius Lodi, um dos proprietários da Rock Bike, explica que a potência da bicicleta é de 600W, o que equivaleria a um cavalo de potência (no motor a combustão). Entre as outras opções, algumas chamam atenção, como a VBX08 Ficus (R$ 2.800), uma bicicleta extremamente leve e retrátil, que dobra em três posições e pode ser muito útil para quem pretende aliar a bike com o transporte público.
Neuza Lodi, também proprietária da loja, destaca o custo-benefício das bicicletas elétricas, que levam, em média, de três a cinco horas para ter a bateria carregada por completo. ''A pessoa vai ter um gasto de R$ 0,02 por quilômetro rodado, sendo que a bateria vai durar de 30 a 40 quilômetros. Mas se a pessoa pedalar a autonomia pode chegar a 50 quilômetros'', afirma.


