A marca como principal atrativo
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sábado, 26 de maio de 2001
Fernanda Ongaratto De Curitiba 
Tem gente que é apaixonada por uma marca de carro e não abre mão dela por nada nesse mundo. Defeitos não existem, só qualidades. Desde a beleza do carro, o design, o atendimento da concessionária, a qualidade dos serviços, tudo é motivo para não trocar de marca nunca, apesar do acesso cada vez mais fácil a carros de outras fabricantes. São os famosos fiéis à marca, aqueles que toda concessionária adora ter. A situação é mais visível quando envolve as quatro marcas mais tradicionais do Brasil. (Volkswagen, Fiat, Ford e Chevrolet).
O representante comercial Helmut Antônio Blomberg é apaixonado pela Ford, tanto que, há mais de 25 anos, desde que adquiriu um Del Rey, não compra carro de outras fábricas. Nesse meio tempo até comprei um Monza. Não é que o carro fosse ruim, o problema é que eu não gostei. Gosto de Ford, não adianta, explica.
Hoje Blomberg tem um Fiesta e justifica a paixão. Compro e gosto da Ford porque sei que são carros que não vão me incomodar. A assistência é fácil e eu sempre fui muito bem atendido nas concessionárias da marca, não importa em que cidade ou em qual loja fosse, justifica.
Blomberg diz ainda que sempre fez bons negócios com a Ford e que, por isso, quando vai trocar de carro, não passa nem perto de concessionárias de outras marcas. Nunca perdi dinheiro na revenda.
Enquanto o representante comercial elogia a Ford, a funcionária pública Iara Dias defende com unhas e dentes a Fiat. Não tem explicação porque eu gosto da Fiat. Sei lá, mas acho que são carros elegantes, que não dão mão-de-obra e nem oficina. Além de serem econômicos, bonitos e macios, conta ela, que tem um Uno Smart.
A funcionária pública diz ainda que os novos carros importados que estão surgindo no mercado não a encantam em nada. Acho esses carros até antipáticos e não oferecem tudo isso pelo preço. Se eu tivesse dinheiro, jamais compraria um importado, compraria um Marea, afirma, revelando que seu primeiro Fiat foi um 147.
O assessor imobiliário Antônio Carlos Guimarães tem uma opinião bem diferente de Iara e de Blomberg: ele é fã absoluto da marca Chevrolet e desde 1978, quando comprou o primeiro carro da marca, um Opala, nunca mais mudou. Até já tive outros carros de outras marcas porque entraram em negócio. Eram como se fosse dinheiro, mas logo me desfazia, porque não gostava.
Como não poderia deixar de ser, também há quem defenda a Volkswagen e que não troca a marca por nenhuma propaganda bonita dos concorrentes. A professora Rosilda Motelewski é uma das defensoras. Ela tem um Golf e o marido um Gol e uma F-1000, mas ela frisa que a picape é só porque ele precisa de um carro maior para trabalhar. A F-1000 é por necessidade, mas para sair, ele sai com o Gol, afirma.
A professora conta que antes de comprar um carro novo, ela, por curiosidade, até que dá uma olhada em outras marcas nacionais, mas que não adianta, que sempre acaba caindo na Volkswagen. Preço, facilidade de peças, assistência técnica, além do que, se você cuidar, o carro dura muito tempo sem dar nenhum problema, por isso continuo com carros da Volkswagen. Confio neles, afirma.
Rosilda comprou o primeiro Volkswagenm em 1984 e depois disso nunca mais trocou de marca. Só com um Gol, ela ficou nove anos. Em todo esse tempo, só precisei trocar peças de rotina, nunca tive algum problema mecânico sério com ele.


