A carroceria é a personalidade do carro
Arquivo FolhaAtualmente as indústrias fabricam as carrocerias em série e completasPara finalizar a série de explicações sobre os principais elementos de um automóvel, a Folha Carro & Cia aborda o diferencial, a carroceria, o design e o carro elétrico.
Diferencial Numa curva, as rodas do lado de dentro percorrem uma distância menor que as de fora. Nos primeiros carros, que tinham um eixo de tração rígido, as rodas de dentro precisavam girar em falso na curva, provocando desgaste nos pneus e exigindo maior esforço do motorista para manter a trajetória ao longo da curva. Para solucionar o problema, os carros passaram a usar um conjunto de engrenagens chamado diferencial, através do qual as rodas passam a girar na velocidade necessária para percorrer as curvas, de qualquer raio.
Carroceria Nos primeiros anos da indústria automobilística, muitos carros eram vendidos apenas com o chassi e o conjunto mecânico. O proprietário mandava construir a carroceria conforme seu gosto e necessidades em fornecedores especializados, independentes. Com o aumento do volume de carros, as indústrias passaram a vendê-los completos, para usos específicos. Desta forma, paralelamente, as diferentes marcas assumiram características próprias, ou seja, os carros passaram a ter uma personalidade.
A maioria dos carros tem carrocerias feitas primordialmente de metal estampado, embora materiais plásticos sejam a cada dia mais usados na produção de componentes. A fibra de vidro, reforçada com resina plástica, também é bastante utilizada, principalmente em carros esportivos, para redução de peso.
Estilo O projeto da carroceria é um importante fator para a comercialização dos automóveis. Por este motivo, os projetistas procuram criar modelos que acompanhem as tendências da moda, sejam agradáveis visualmente e, ao mesmo tempo, sejam confortáveis e funcionais. Uma das maiores preocupações nos últimos anos tem sido a eficiência aerodinâmica. Um bom desenho de carroceria tem que reduzir ao máximo a resistência do ar ao movimento, para que o consumo de combustível e o ruído provocado pela turbulência do ar se mantenham baixos.
O carro elétrico A propulsão elétrica foi experimentada com bastante frequência no início do século. O baixo preço dos derivados de petróleo e as limitações das baterias, reduzindo a autonomia dos carros elétricos, levaram ao quase completo abandono desse sistema.
A preocupação com a poluição do ar, a partir da década de 60, fez com que fossem retomadas as pesquisas e experiências com carros elétricos. Apesar da utilização de novos tipos de baterias e materiais de construção mais leves, a aceitação dos carros elétricos continua limitada por sua pequena autonomia, em geral inferior a 200 quilômetros. Várias indústrias e institutos de pesquisa estão fazendo experiências com veículos de propulsão mista, que utilizam alternadamente motores de combustão interna e elétricos.





