Curitiba - O jornalista Paulo Rollo completou, semana passada, os 40 mil quilômetros, que se somam a outros 970 mil já rodados em 22 anos de longas viagens pelas estradas, tortuosas ou não, de 71 países. A bordo do sedã Sentra, da montadora japonesa Nissan, e acompanhado da fotógrafa Jeanne Look, o piloto de test-drive venceu o desafio de percorrer 16 países, em cinco meses, na expedição ''Sentra 3 Américas'', enfrentando diferentes tipos de terrenos, temperaturas e altitudes.
Rollo saiu da cidade de Aguascalientes, no México, onde o Sentra é fabricado, no dia 25 de setembro do ano passado. Passou pela Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile, Argentina, Uruguai e Paraguai, até chegar à fábrica brasileira da Nissan, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no dia 25 de janeiro. A definição do itinerário levou em conta que é apenas nas Américas que o Sentra é comercializado.
Em coletiva, esta semana, em Curitiba, Rollo contou que, mesmo sendo um carro de passeio, o Sentra se mostrou um veículo robusto, com bom rendimento, mesmo em condições extremas. ''O carro não apresentou problemas. Foi feita apenas a manutenção prevista (revisão a cada 10 mil quilômetros) e troca de óleo a cada 5 mil quilômetros rodados'', assegurou ele. ''Eu tenho uma única crítica, que seria bom avisar o pessoal da engenharia. Tentei várias vezes, mas a 120 quilômetros por hora a ré não entra'', brincou o jornalista.
Para Rollo, o que mais o impressionou no Sentra foi o câmbio automático Xtronic CVT (transmissão continuamente variável). Segundo informações da Nissan, o Sentra é o único sedã médio a oferecer essa tecnologia no Brasil. ''A caixa CVT e a forma com que o motor e ela se comunicam é surpreendente. Subia o número de rotações necessárias para cada situação'', observou.
Em média, Rollo percorreu 300 quilômetros por dia, com exceção do primeiro dia da expedição em que circulou 1,4 mil quilômetros. Em 97% do percurso, as estradas eram asfaltadas, contou ele. Mas, em alguns trechos, o pavimento era de ''péssima'' qualidade, principalmente, em Honduras. O jornalista disse ainda, que procurou usar combustível mais barato em todos os países que passou para se aproximar da qualidade da gasolina vendida no Brasil que, para ele, é uma das piores do mundo. Rollo assegurou que o desempenho e consumo de combustível do Sentra foi muito semelhante com os diferentes tipos de gasolina.
''Obviamente, o carro foi submetido a situações, temperaturas e combustíveis que não são exatamente idênticos aos encontrados por um consumidor comum. Mas, é uma forma de testar o rendimento e durabilidade de um carro em condições extremas'', afirmou o gerente de Comunicação da Nissan Mercosul, Fernando Menezes, lembrando que a expedição trouxe dados muito importantes sobre o carro. ''Nosso objetivo também foi o de promover a marca em todos os mercados visitados. Somos uma marca japonesa de presença global, já que efetivamente comercializamos carros em mais de 190 países'', acrescentou. Dos locais visitados por Paulo Rollo, apenas a Argentina ainda não homologou o Sentra.
Rollo disse que estava cansado, mas com a sensação de missão cumprida. ''Foi uma expedição incrível. Pude confirmar o que sempre digo: viajar de carro é a forma mais prazerosa de se conhecer novos lugares. Você tem total controle sobre o itinerário, ritmo de rodar e, se gostar de um lugar, tem plena liberdade para ficar mais tempo'', afirmou.

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