ZEQUINHA PARA SEMPRE
NO DICIONÁRIO
Bala Zequinha virou sinônimo de Cara muito comum.
NA MÚSICA
No corre-corre, o pega-pega, você que é mãe!
Não bucha não, que eu vi primeiro!
Tem cuspe na mão do jogo do bafo,
a bala Zequinha sou eu que abafo!
(trecho da música Cabra-Cega, de José Oliva e Olga Oliva, do CD Agora Paré.
NA LITERATURA
Viajo Curitiba dos conquistadores de coco e bengalinha na esquina da Escola Normal; do Jegue, que é o maior pidão e nada não ganha (a mãe aflita suplica pelo jornal: Não dê dinheiro ao Gigi); com as filas de ônibus, às seis da tarde, ao crepúsculo você e eu somos dois rufiões de François Villon. Curitiba, não a da Academia Paranaense de Letras, com seus trezentos milhões de imortais, mas a dos bailes no 14, que é a Sociedade Operária Internacional Beneficente O 14 De Janeiro; das meninas de subúrbio pálidas, pálidas que envelhecem de pé no balcão, mais gostariam de chupar bala Zequinha e bater palmas ao palhaço Chic-Chic; dos Chás de Engenharia, onde as donzelas aprendem de tudo, menos a tomar chá; das normalistas de gravatinha que nos verdes mares bravios são as naus Santa Maria, Pinta e Nina, viajo que me viaja.
(trecho de Em Busca da Curitiba Perdida, de Dalton Trevisan)





