World Trade Center havia sido atacado em 1993
Uma das torres gêmeas do World Trade Center já havia sido alvo de um atentado em 26 de fevereiro de 1993, com um saldo de seis mortos e mil feridos. Esse primeiro ataque terrorista em solo norte-americano foi realizado por fundamentalistas islâmicos que receberam longas condenações a prisão.
A explosão, realizada com uma bomba carregada com 600 quilos de dinamite escondida em uma rampa de acesso ao estacionamento subterrâneo, provocou uma cratera de 30 metros de diâmetro e 60 metros de profundidade, e além disso provocou um incêndio. A bomba também sacudiu os seis andares do subsolo dos dois maiores arranha-céus de Nova York.
Pouco depois caiu o teto da estação de trens que fazem o trajeto entre Nova York e Nova Jersey, provocando pânico e desolação: um desfile de macas e ambulâncias, crianças presas em elevadores invadidos pela fumaça, dezenas de helicópteros pousando nos tetos das duas torres de 110 andares para evacuar as pessoas desesperadas e presas em seus locais de trabalho, algumas das quais quebravam as janelas para conseguir respirar. Nesse dia, 55 mil pessoas estavam na torre sul no momento do atentado.
O paquistanês Ramzi Yussef, ''cérebro'' do atentado, foi considerado culpado e condenado a 240 anos de prisão em janeiro de 1998. ''Sim, sou terrorista e me sinto orgulhoso'', afirmou Yussef ao tribunal nova-iorquino. Ele acrescentou: ''Apóio o terrorismo sempre que seja contra os Estados Unidos.''
Depois do julgamento de Yussef, a ministra da Justiça da época, Janet Reno, declarou que a pesada condenação do ativista islâmico era ''uma mensagem aos terroristas do mundo inteiro''. Antes de Yussef, outros quatro fundamentalistas islâmicos haviam sido condenados, em agosto de 1994, a um total de 240 anos de prisão por esse atentado.
Além disso, em janeiro de 1996, outras 10 pessoas, entre elas o xeque Omar Abdel Rahman, líder espiritual de uma organização clandestina fundamentalista egípcia, receberam longas sentenças por um amplo complô terrorista que tinha como alvos edifícios públicos, incluindo o World Trade Center, ou infra-estruturas de comunicação da região de Nova York.





