Wilson Bueno
Novos koans colhidos junto à melhor tradição búdica é o que vos ofereço, ainda uma vez, gentil leitor - com frequência, passagem e atalho pela selva selvaggia do difícil mundo em que existimos. Instruindo-nos quem sabe no fino ofício de viver, estas micro-estórias, de amplíssima interpretação, pode que nos melhorem a natureza em si malsã.
Se não alcança o intento, não as culpe, leitor amigo, antes acata-as como um dom essencial que humanos têm quando bafejados pelo misterioso Deus que não habita nem nunca habitou distantes céus, mas que vige, milagre e epifania, bem mais próximo do que imaginas, isto se não imaginas o coração demasiado longe de vós que é, afinal e ao cabo, o lugar onde Ele vige.
Não espere, também, não nunca, aprender com eles, os koans, como se aprende um idioma, a equação de Paracelsus ou um teorema de Langerdoff; jamais vos ensinariam com uma lousa à frente, estas mini-parábolas, de afiada sabedoria.
Querem, isto sim, incutir em vosso coração a dúvida primeira, sem a qual nenhum aprendizado se faz à altura de si mesmo.
A eles, pois, sem mais delongas.
Museu de Borboletas





