Vovô coração de manteiga
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quinta-feira, 09 de outubro de 1997
Filipe Pimentel 
Fotos de Albari RosaDarci Rosa e os quatro netos: a tropinha chegou para derreter de vez o coração do avôSe os filhos já abalam a sisudez rigorosa de certos pais, os netos vêm para acabar com qualquer resistência que ainda possam ter. Além disso, confirmam um velho, mas atualíssimo, ditado: avô é burro chucro: o filho doma para o neto montar. Só sendo avô para avaliar a química existente entre neto e avô. A gente faz de tudo por eles, afirma Édison Carlos Graczyk, avô de Alexandre Sprenger Graczyk, de 4 anos.
O avô confessa que quando era apenas o pai Luiz Fernando Graczyk, dono da uma escola de natação, era do tipo durão, que quando era preciso dar umas palmadas não exitava. Ele gostava das coisas certas. Se eu não estava bem na escola, não ia praticar esporte. Se não estivesse com a matéria na ponta da língua, não entrava na aula, relembra Luiz Fernando. Mas com o neto ele é muita mais condescendente e permite quase tudo, diz.
Hoje o pequeno Alexandre é quem manda. Abro muitas excessões para ele, que não abriria para meu filho: Por exemplo, com o Luiz Fernando, a hora do almoço era sagrada: nada de doces antes. Já com o Alexandre, a gente negocia, conta o avô.
Édison Graczyk abre exceções para o neto Alexandre, que não abriria para o filho Luiz Fernando
Mas Édison se considera bastante normal, perto de alguns outros que ele conhece. Tem gente que se não vir o neto todo dia enlouquece. Já vi gente sair à noite para visitá-lo para depois ir dormir, conta. Ele afirma que é um avô bastante amoroso, mas bastante preocupado com a educação que o pequeno Alexandre vai receber.
RainhaQuando Amélio Menestrina fala de sua primeira neta, Ana Carolina Menestrina, é como se estivesse falando de uma rainha. Hoje ela é a dona da casa, diz, sem titubear. Pai durão na criação dos dois filhos; Luiz Carlos Menestrina - pai de Ana Carolina - e Marco Aurélio Menestrina, ele se derreteu todo depois que nasceu a neta, há quase dois anos. Faço tudo por ela, confessa.
Ele concorda com Édison Graczyk sobre a química do neto com o avô. Só tendo um para saber. Mas considera que há uma diminuição na sua responsabilidade em relação a criação da sua neta. A responsabilidade é maior na criação dos filhos. Os netos são para a gente curtir e fazer o que gostaria de ter feito com os filhos, mas não podia, comenta.
Luiz Carlos Menestrina, pai de Ana Carolina, conta que Amélio era um pai durão, que cuidava da criação dos filhos na rédia curta. Por estar sempre trabalhando muito, era a minha mãe (Morita) que dava as broncas. Mas quando o pai chegava em casa, ele conversava com a minha mãe e se tinha que acertar alguns detalhes, não deixava para o dia seguinte. Ralhava, lembra Menestrina.


