Não faltam músicas que façam referência a Londrina. A mais básica, claro, é "Londrina", de Arrigo Barnabé, que se tornou uma espécie de segundo hino da cidade: "e a noite descia tranquila/ e a noite envolvia Londrina..."
Outros estilos também saudaram a ex-capital mundial do café. Só no sertanejo, há um punhado de canções. Em "Meu Amor Fugiu de Mim", Juliano Cezar lamenta: "meu amor fugiu de mim/ não sei onde ela está/ ela tem muitos parentes/ no Estado do Paraná/ não sei se está em Londrina/ Ponta Grossa, Maringá/ Cascavel ou Curitiba/ talvez em Paranaguá".
Em "Paraná Querido", Milionário e José Rico entram anunciando: "Paraná querido, sua terra e seu povo/ eu venho de novo homenagear/ se deixei pra trás alguma cidade/ pois minha vontade era em todas falar". Chegam perto de cumprir a intenção, ao mencionar na letra dezenas de municípios paranaenses, entre eles a "querida Londrina, região do café". Na mesma linha, "Paraná do Norte", do compositor Palmeira, avisa: "Capital do Norte, dizem que é Londrina".
"Londrina Rainha", composição de Anacleto Rosas Júnior gravada por Luizinho e Limeira e Trio Turuna, é certamente a mais empolgada das homenagens, ao sentenciar: "a todo o Brasil eu quero falar/ que este Norte vier visitar/ se não ver Londrina, não viu Paraná". De arrepiar os cabelos de qualquer curitibano.
O cantor e compositor Ivo Pessoa já escreveu cinco canções que fazem referência a Londrina – entre elas o blues "Porre em Irerê", gravado com Kiko Jozzolino e que encaixa no refrão homenagens a dois distritos londrinenses: "vou tomar um porre lá em Irerê/ e se eu tropeçar eu fico em Paiquerê/ vou tomar um porre lá em Irerê/ e se a pinga for boa eu fico em Paiquerê".
No álbum "Berço", Ivo homenageia a Pequena Londres na faixa-título: "não quero nem pensar que um dia terei que partir/ não há felicidade em outro berço/ não há amor longe daqui/ mesmo antes de ir não vejo a hora de voltar".
"Sempre busquei e encontrei muita inspiração na cidade e na história de Londrina. Com toda a humildade, faço essas referências e essa reverência", justifica o cantor.
No rock, a banda Substitutes, que antes cantava em inglês com o nome Cherry Bomb, enfileirou referências à cidade quando mudou de nome e passou a cantar em português em "Esquinas de Londrina": a letra fala da rodoviária, dos bares Potiguá (antigo reduto punk local) e Valentino, da Avenida Leste-Oeste, da Praça Rocha Pombo e do Museu de Arte.
A barulhenta Vermes do Limbo, radicada em São Paulo, lançou um álbum chamado "Adeus Igapó", que traz o quase hit underground "Igapó/Lambari" - a letra consiste na repetição do nome da música, entremeada por gritos.
O misterioso Sebastião Estiva gravou um disco em homenagem ao Paraná (na verdade, uma paródia de um projeto do cantor americano Sufjan Stevens, que prometeu fazer um álbum para cada Estado americano mas só gravou as homenagens a Michigan e Illinois), que contém "A Última Moda Em Londrina". A letra nonsense apenas rima palavras com o nome da cidade: "eu quero falar da última moda em Londrina/ força no sotaque que tanto me fascina/ guria tira a roupa, muito louca, divina/ pula e quebra a cara no fundo da piscina".
O rap, é claro, dá sua contribuição – um exemplo é "País do Carnaval", da Família IML: "aqui em Londrina city, quebrada de elite/ os muleque no apetite explode as dinamite/ tem capoeira, tem feira, tabaca com berimbau/ os hómi que pega as biqueira no comércio ilegal". (F.G.)

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