Votos brancos e nulos não interferem no resultado
A eleição está próxima e muitas pessoas ainda não decidiram em quem votar. Com a pressão pela escolha aumentando, a opção de votar branco ou nulo parece atraente. Além dos indecisos, alguns eleitores vêem no voto branco ou nulo a oportunidade de demonstrar certa indignação com os candidatos, com a obrigatoriedade do voto ou com o sistema eleitoral. No entanto, pela legislação eleitoral vigente no Brasil, esses votos não são considerados na hora de decidir quem governará as cidades nos próximos anos.
Nas últimas eleições municipais no Brasil, em 2004, aproximadamente 2,5 milhões de pessoas votaram em branco e outras três milhões votaram nulo em todos os Estados. O percentual sobre o total de votos, entre brancos e nulos, chega a 5,3% das pessoas que compareceram para votar. Mas, de acordo com a legislação eleitoral, ainda que o número de votos nulos e brancos ultrapassassem a 50% do total de eleitores, não haveria convocação de novas eleições ou qualquer influência legal no resultado final.
O cientista político Fabrício Tomio explica que são considerados apenas os votos válidos, independente do percentual. ''Em uma eleição em que nós tivéssemos 90% dos votos nulos, por exemplo, com certeza haveria moralmente uma certa dúvida sobre a legitimidade dos eleitos, mais ainda assim, legalmente seriam considerados apenas os votos válidos, ou seja dos 10% que votaram em um candidato ou partido, para estabelecer o resultado final das eleições'', explica. (K.L.M.)





