Votações na Câmara podem ficar para depois do Carnaval
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quinta-feira, 01 de fevereiro de 2007
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
A mesa executiva da Câmara de Curitiba define até sexta-feira a data de início dos trabalhos. Oficialmente, o ano legislativo começa no dia 15 de fevereiro, mas, em função do feriado de Carnaval, é possível que as votações ocorram de fato só no final do mês. Até agora, apenas uma sessão (extraordinária) foi confirmada para antes do feriado. Será amanhã, às 11 horas, para a posse dos três suplentes que assumem no lugar dos vereadores que se elegeram deputados estaduais no pleito de outubro passado. Dos 38 vereadores, 14 se candidataram a uma vaga de deputado estadual na última eleição.
Luiz Carlos Déa (PP), Elias Vidal (PFL) e Pedro Paulo (PT) assumem no lugar, respectivamente, dos deputados estaduais eleitos Ney Leprevost (PP), Fábio Camargo (PFL) e Reinhold Stephanes Júnior (PMDB). Elias Vidal e Pedro Paulo já atuaram como suplentes durante um período na Casa. Apenas Luiz Carlos Déa, conhecido como Mestre Déa, estréia de fato no Legislativo.
Durante o mês de fevereiro também estão previstas outras mudanças na Casa, entre elas a troca dos líderes das legendas. A bancada do PT, atualmente nas mãos da vereadora Roseli Isidoro, deve passar para o comando da Professora Josete. No caso do PSDB, Paulo Frote deve sair para dar espaço à vereadora Nely Almeida. O rodízio entre os vereadores não está previsto no regimento interno da Casa, mas acontece, tradicionalmente, a cada início de ano.
O único projeto de lei que deve causar polêmica a partir do início dos trabalhos se refere à proposta que trata das empresas que comandam o transporte público na cidade. O projeto de lei institui o processo licitatório para escolha da empresa responsável pelo transporte público e foi enviado no ano passado à Casa pelo prefeito da Capital, Beto Richa (PSDB). Vereadores ligados às empresas de ônibus que hoje possuem a permissão da prefeitura para atuar nas ruas devem questionar a aprovação da proposta.
Já a bancada de oposição se diz favorável ao processo licitatório, mas também pretende promover um debate em torno de alguns pontos do projeto de lei. ''Tem muitas coisas no texto que são remetidas ao contrato, como, por exemplo, o item que trata do cálculo da tarifa. A gente quer que a lei envolva as questões todas. Deixar a lei amarrada a um contrato significa perder um pouco do controle público'', explica a petista Professora Josete. A idéia, segundo ela, é chamar a sociedade para discutir o assunto.


