Mudar de profissão, respirar novos ares, dar um rumo diferente à vida. Quem nunca pensou em jogar tudo para o alto e deixar o certo em busca do ''vamos ver o que vai dar''? Para um time de jovens londrinenses, com idades entre 24 e 25 anos, apontar a bússola para novos rumos foi a certeza de êxito. A vocação falou mais alto do que o diploma.
Aos 17 anos, Alyne Sgobero Depieri passou no vestibular para Marketing e Propaganda. Antes disso, já havia prestado para Nutrição e Psicologia. Aos 20, trabalhava em uma empresa, no atendimento ao público. Dois anos depois, recebia o diploma. Estaria Alyne prestes a abrir sua agência?
Com o diploma em mãos e o trabalho na tal empresa assegurado, Alyne, hoje aos 24 anos, vivenciou o período que considera um divisor de águas. ''Promovi uma revolução em minha vida. Decidi começar do zero e deixei tudo. Não estava disposta a ingressar em uma área que não me dava prazer algum e em continuar num trabalho desgastante que normalmente me trazia frustrações curadas na cozinha, com o preparo de uma bela sobremesa''.
Fã dos docinhos e demais delícias que levam açúcar, Alyne decidiu ser confeiteira. ''O açúcar sempre fez parte de minha vida. Quando pequena, tive uma babá que fazia um doce mais caprichado do que o outro. Eu só observava. Enquanto ela estava no centésimo brigadeiro, eu enrolava o primeiro'', relembra.
Inscrita na turma de uma pós-graduação voltada à Higiene e Ciência de Alimentos, chegou à conclusão: o hobby se converteria em ofício. ''Fui para Curitiba fazer um curso de confeitaria e acabei, por tabela, aprendendo técnicas e habilidades''.
De volta a Londrina, Alyne criou sua marca. ''Criei um nome, um site para divulgar meu trabalho e contei com o bom efeito do boca a boca, quando comecei, em 2005'', conta. Funcionou. Hoje, não existe sábado ou fim de semana livre para a jovem confeiteira. ''Tenho um cardápio com mais de 50 tipos de doces e a demanda é crescente, com muitos clientes de fora''.
Para quem optou pela faculdade de marketing e propaganda por ser o ''curso da moda'', à época, estaria Alyne arrependida? ''Entrei na faculdade sem saber direito o que queria. Não me arrependo. Contudo, as quatro letras ''P'' relacionadas ao curso, que são Preço, Produto, Promoção e Ponto de venda, adaptei ao chocolate, que requer Paciência, Prática, Perspectiva e Perseverança'', compara.

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