Volvo investe no setor de produção
No final de outubro, quando completou 20 anos de Brasil, a Volvo inaugurou sua nova fábrica de cabines para caminhões pesados na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). O investimento do Projeto Volvo, de R$ 209 milhões, inclui ainda R$ 185,56 milhões que serão aplicados na modernização do setor de fabricação de veículos e motores. Na primeira fase, o projeto gerou 170 empregos diretos e 600 indiretos.
Na CIC, a Volvo agora está montando o caminhão FH Globetrotter, usado para o transporte de carga seca a velocidade média elevada. Até então o veículo era importado da Suécia, de onde foram trazidas mil unidades nos últimos três anos. A produção nacional do FH Globetrotter exigiu a ampliação da linha de montagem e da fábrica de motores, além da compra de máquinas e equipamentos mais modernos e treinamento especial para os operários. Na primeira fase foram produzidas 25 cabines por turno.
A Volvo tem cerca de 1,3 mil funcionários em Curitiba, que retornam em 13 de janeiro das férias coletivas, depois de 20 dias em casa. A montadora possui uma capacidade de produção diária que gira em torno de 24 caminhões e oito ônibus. De janeiro até novembro, a empresa vendeu 4,1 mil caminhões e 457 ônibus. As vendas foram superiores ao mesmo período de 1996, quando foram comercializados 3,3 mil caminhões e 602 ônibus. A redução nas vendas de ônibus rodoviários foi sentida pela maioria das empresas que atua no País.
A queda nas vendas neste ano aconteceu assim que o governo baixou o pacote econômico e elevou as taxas de juros. Houve cancelamento de pedidos e a suspensão de entregas de encomendas. A previsão da diretoria da empresa é retomar as vendas a partir do primeiro trimestre de 98.
Com uma jornada de trabalho reduzida de 44 horas para 40 horas desde 1995, a Volvo não tem intenção de diminuir ainda mais a carga horária de trabalho - e descarta demissões - segundo informou a assessoria de imprensa. A empresa tem também a possibilidade de usar o Banco de Horas. O banco é um mecanismo de compensação de trabalho, onde o empregado fica em casa quando a produção está baixa e trabalha horas a mais nos períodos de pico. A cada hora extra trabalhada, o funcionário tem direito a folgar duas horas.





