Um Mundo que lê não é ficção - em se tratando da realidade brasileira - existindo a partir do trabalho de uma ONG londrinense que, através da formação de contadores de histórias, cursos e oficinas de leitura e na montagem de bibliotecas populares, pretende escrever uma nova página na vida de pessoas que têm pouco acesso ao universo da imaginação e dos livros.
A ONG Mundoquelê foi criada por pedagogos, jornalistas, bibliotecários, entre outros, com o sonho de incentivar a leitura em todos os espaços e linguagens possíveis.
Com a participação de voluntários, a organização está montando um acervo de mais de 200 livros eletrônicos para deficientes visuais da Associação dos Deficientes Visuais de Londrina e Região (Adevilon), ajudando também os moradores do Jardim Santa Fé (Zona Leste), a montarem uma biblioteca com cerca de 1.000 livros.
''No Santa Fé, a gente ajudou a comunidade a realizar uma campanha de doação de livros, oferecendo informações simples para a organização do acervo, criando um fichário para o empréstimo'', explica a presidente da ONG, Sueli Bortolin.
Ela ressalta o trabalho da organização com os moradores do Conjunto Avelino Vieira (Zona Oeste), que queriam uma oficina de contadores de histórias.
''Trabalhamos com a capacidade de expressão das pessoas. No começo, a maioria era crianças. Porém, no último dia, apareceu um grupo de adolescentes, que já participavam de um curso de percussão. Eles leram um livro e reproduziram a história com os instrumentos. Foi ótimo'', lembra Sueli, destacando que a organização não conta com muita estrutura, o que dificulta a captação de recursos.
Para um dos voluntários, como o estudante do terceiro ano do Curso de Biblioteconomia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Cristovão Crochemore, o voluntariado é também uma oportunidade de colocar em prática o que aprende em sala de aula. (F.L.)

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