Teatro, pintura e recreação, em pleno quarto de hospital, fazem parte do tratamento de crianças em Curitiba. Este é o trabalho das voluntárias que são cadastradas no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. As 80 voluntárias passam por uma entrevista e são treinadas e acompanhadas por uma equipe de psicólogas e enfermeiras. Segundo Rita de Cássia Lous, chefe do setor de voluntariado do hospital, o trabalho das voluntárias tem uma grande contribuiçãona recuperação da criança. ‘‘A gente sente que os momentos em que elas passam com os pacientes são de alegria e que contribuem para a melhora das crianças’’, afirma.
Lia Freudenberg, de 41 anos, é voluntária do Hospital há dois anos e meio. Toda a semana ela participa dos trabalhos de recreação nos quartos dos pacientes. ‘‘Gosto muito de estar com as crianças, fazer este trabalho é muito gratificante’’, conta.
Os pais das crianças também gostam das atividades recreativas. Segundo o latoeiro Antonio Marcos Colaço dos Santos, de 24 anos, as voluntárias ajudam na recuperação das crianças. ‘‘Acho este trabalho muito importante para a melhora das crianças’’, diz ele.
Por causa dos resultados do trabalho do voluntariado, o hospital pretende dobrar o número de voluntários até o final do ano. Todo final de mês, cinco pessoas serão chamadas para o trabalho. ‘‘Temos uma procura muito grande de pessoas que querem trabalhar como voluntárias’’, afirma Rita. De acordo com ela, a maioria das pessoas que procuram o serviço já tiveram problemas de doença na família. ‘‘Elas ficam mais sensibilizadas com isto’’, diz.
As voluntárias podem ainda trabalhar na oficina manual do hospital, fazendo bordados, crochês e aventais para o bazar anual. Elas se encontram todas as terças-feiras. ‘‘Estou adorando fazer algo para quem precisa’’, comemora a dona-casa Sirlei Birke.

mockup