Voando alto nos aeroportos
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 02 de abril de 2007
Katia Michelle 
Empreendedores ainda não se conectaram, mas existe um novo nicho no mercado, cuja demanda é urgente: o de entretenimento nos aeroportos. A necessidade surgiu concomitante ao caos aéreo, mas ninguém ainda parece ter percebido a urgência do negócio. São empresas que podem ser criadas já com clientes - e lucros - certos. Uma rede de monitores infantis para área de embarque superlotada, por exemplo. Enquanto os pais esperam notícias que nunca chegam sobre seus vôos atrasados, o que fazer com as crias? Seria só colocar algumas moedinhas perto dos monitores, assim como se fazem com as indefectíveis estátuas vivas que invadem as cidades, e pronto. Eles logo se movimentariam e ofereceriam infinitos brinquedos educativos, colchonetes para hora do sono e mamadeiras quentinhas.
Resolvido o problema mais urgente - o que fazer com as crianças irritadas - é hora de pensar nos adolescentes. I'Pods e videogames cairiam do teto assim que o tempo de atraso ultrapassasse uma hora, num mecanismo muito parecido com as máscaras de emergências nas aeronaves. Sanduíches, sucos fresquinhos e até uma porção de batatas fritas seriam oferecidos para acalmar a ira dos garotos e garotas. Chegou a vez dos adultos, que possivelmente já estariam mais conformados com a espera com os filhos, sobrinhos e netos devidamente ocupados, distraídos e alimentados. Nada que a tecnologia não resolva. As poucas cadeiras das salas de embarque se multiplicariam imediatamente e mais: dobráveis, as poltronas ofereceriam múltiplas funções. Cobertores limpinhos, assim como revistas estariam dispostas sob elas, que se trasnformariam em confortáveis camas.
Algumas delas teriam computadores com acesso rápido à internet para os executivos não perderem tanto tempo de trabalho. Bastaria apenas colocar as moedinhas ou fichas, que as companhias distribuiriam junto aos bilhetes, já no chek in. Alegando, claro, que elas provavelmente não seriam necessárias porque os horários de embarque estariam garantidos. Ops! Mas daí é sonhar alto demais...


