Uma pendenga originada em 1840, 13 anos antes da ‘‘emancipação’’ do Estado, vive seus momentos cruciais no início do Século 20: a disputa entre Paraná e Santa Catarina por uma rica área de 48 mil quilômetros quadrados, coberta de ervatais e pinheirais e ideal para pastagens. A área ocupava partes do Sul paranaense, nas regiões de Palmas e União da Vitória, e do Norte catarinense.
Enquanto o Paraná recorre à via jurídica, com ações no Supremo Tribunal Federal, grupos armados catarinenses invadem o território vizinho na tentativa de consolidar a posse à força. Essas invasões ocorrem em 1905, com 600 homens, e 1909, com 500. O Paraná perde no Supremo os quatro recursos em que reivindica a área em litígio.
A solução para a disputa só viria em 1916. Sob a mediação do presidente Wenceslau Braz, os dois Estados fazem acordo repartindo a área disputada e estabelecendo as divisas atuais. Dos 48 mil quilômetros quadrados em disputa, Santa Catarina fica com 28 mil e o Paraná com 20 mil.
Descontentes com o acordo, líderes políticos da região, temendo o abandono pelos dois Estados, se rebelam e criam o Estado das Missões, cuja capital seria União da Vitória. Mas o movimento fracassa.

mockup