O Igapó não é um lugar para se admirar apenas com os olhos. As pessoas podem se deixar levar também pelo som dos pássaros. Bem-te-vis, sabiás, sanhaços, andorinhas, garças, corruíras, são algumas das espécies que emitem melodias ou mesmo alguns grunhidos que acalmam a alma e o pensamento de quem passa pela região.
O lago em toda a sua extensão deve abrigar pelo menos 100 espécies diferentes de aves, calcula o biólogo Luiz dos Anjos, professor doutor em Ecologia de Aves, da UEL.
Apesar de o Igapó não abrigar mais um ambiente florestal, 70% dessas espécies viviam na região antes da urbanização. As demais são espécies que se adaptaram ao panorama urbano do Ribeirão Cambé, como o joão-de-barro e o suiriri.
O professor explica que não há um estudo completo de todas as espécies, mas, com base em pesquisas realizadas na Mata dos Godoy, estima-se que antes da urbanização Londrina possuía cerca de 300 tipos de aves.
''Não podemos parar o desenvolvimento humano. O lago, então, é um local que permite a conservação de algumas espécies. Ele dá direito ao londrinense de ver a natureza e de contemplar espécies que estavam aqui antes da urbanização''.

mockup