Curitiba - Se para as mães já é difícil e dolorido ver um filho com um joelho esfolado por causa de um tombo de bicicleta, imagine vê-lo em uma cama de hospital sendo submetido a sessões de quimioterapia. Pois essa é a rotina de centenas de mães que passam pela ala pediátrica do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, em busca de um único objetivo: salvar a vida dos filhos.
A instituição, referência no tratamento de câncer, recebe mães e filhos de vários Estados brasileiros e esta semana, por iniciativa da Rede Feminina de Combate ao Câncer, prestou uma homenagem a essas guerreiras, com a distribuição de presentes durante um coquetel de confraternização.
Para Darilene Kraus, 21 anos, o melhor presente de Dia das Mães foi saber da equipe médica que seu filho, Marcelo, 4, só precisará de mais duas semanas de internação para concluir o tratamento. Desde setembro do ano passado, quando foi diagnosticado um linfoma maligno no pescoço de Marcelo, mãe e filho enfrentam a rotina de internações constantes, que duram duas semanas.
Viviane Pimmel, de 26 anos, também está comemorando o Dia das Mães com a notícia de que o pequeno Douglas, de 4, terminará o tratamento dentro de um mês. Viviane acompanha a recuperação de seu filho há um ano e três meses e ainda tenta segurar as lágrimas ao lembrar do início do tratamento, quando Douglas passava muito mal por causa dos efeitos da quimioterapia.
Douglas tinha um tumor em cima do rim que, quando foi retirado em uma bem sucedida cirurgia, pesava 1,3 kg. ''As expectativas dos médicos não eram boas porque o câncer já tinha se infiltrado na medula e no fundo dos olhos, mas eu sempre tive muita fé, muita confiança de que meu filho iria se curar'', disse aliviada. E o recado que Viviane deixa para outras mães na mesma situação é: ''Não desistam nunca''.(A.L.)

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