Depois de participar como expositora nas edições de 2007 e 2009, a gerente de exportação da Móveis Rudnick, Joelma Lúcia da Silva, esteve na edição deste ano da Movelpar como visitante, sem deixar de lado a oportunidade de fechar negócios. Ela conta que troca informações com clientes e fabricantes, mas que o principal motivo é participar do Projeto Comprador, pelo qual pôde até ontem oferecer produtos a 20 importadores de dez países da América Latina, Europa, África e Ásia.
Pela quarta vez no evento, ela afirma que a fábrica que representa decidiu não expor nesta edição por motivos estratégicos que fogem à alçada do departamento dela. Porém, diz que a participação é essencial para fortalecer a exportação da Rudnick para 30% do faturamento, bem acima dos 12% do ano passado. ‘‘Essa abertura é dada a todos os participantes do programa Brazilian Furniture e é importante. Os fabricantes de Arapongas também aproveitam projetos compradores em feiras de outras regiões’’, conta.
Joelma, que tem nove anos de empresa, elogia o nível dos importadores que fizeram parte da Movelpar. Ela diz que foram pessoas mais focadas e que se mostravam dispostas a fechar negócios. ‘‘Isso facilita as reuniões porque é pouco tempo (20 minutos cada) e sabemos o que oferecer’’, afirma.
Ela acredita que dos 20 compradores estrangeiros com quem conversou, oito demonstraram que há boas chances de fechar negócios. Prova da pluralidade da feira de Arapongas é que os importadores não estavam apenas interessados em um padrão de produto. ‘‘Não queriam só linha média-baixa, como costuma acontecer, mas também média e média-alta, que são o que temos a oferecer’’, diz a representante da Rudnick, que tem 750 funcionários em cinco unidades fabris, todas em São Bento do Sul (SC).

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