Há nove anos morando no Jardim João Turquino, a cozinheira Enedina Garcia de Souza é testemunha ocular da triste história de violência que o bairro viveu durante algum tempo.
Dos cinco anos em que ela morou com a família em um pequeno barraco - quando as ruas de terra do bairro eram marcadas com sangue e os tiroteios faziam parte da rotina dos moradores - só restam lembranças.
As coisas começaram a mudar quando ela comprou, por R$ 2 mil, duas casas, de três cômodos cada uma, que estão no mesmo terreno, na Rua Supita Romeu Pelegrinelli, onde hoje mora com o marido, quatro filhos e três netas.
Atualmente, as ruas do bairro estão asfaltadas e a violência diminuiu consideravelmente. ''O João Turquino já foi muito mal falado, somos vítimas de preconceito por morar aqui, mas hoje, graças a Deus, está tudo em paz'', relata a cozinheira, sem sentir saudade de quando a violência no bairro era tão banal que um de seus filhos chegou a ser ameaçado de morte por causa de uma pipa.
''Apareceu um rapaz armado aqui no portão de casa ameaçando matar meu filho, que tinha cortado a linha da pipa desse bandido. Eu falei pra ele que possuía uma arma muito mais poderosa, chamada Jesus Cristo. O rapaz foi embora imediatamente'', relembra Enedina, mostrando toda sua fé.
Deixando o passado para trás, ela faz questão de dizer que é muito feliz no lugar que mora, mesmo estando em um dos extremos de Londrina, a poucos metros da cidade de Cambé. ''O asfalto chegou, a polícia está sempre por aqui, o ônibus passa pertinho de casa e os vizinhos são umas bênçãos'', comemora.(W.S).

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