VILÃ OU ALIADA? - Internet revela-se apropriada ao aprendizado quando utilizada com moderação
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sábado, 23 de fevereiro de 2008
Thiago Nassif<br>Reportagem Local 
Enquanto professores da Unicamp trouxeram recentes dados que atestam que o uso do computador e da internet pode puxar o freio no aprendizado, recente pesquisa realizada pela fabricante de um software de segurança, a Symantec, lançou as seguintes perguntas: estariam os pais cientes do que seus filhos acessam, quando estão on-line? E esses pais, como utilizariam a internet? Os resultados (confira nesta página), mostram que, se por um lado, o Brasil é o campeão de internautas sociáveis, que buscam informações em sites de notícias; por outro, traz adultos que acreditam - mas nem sempre conseguem - empreender vigilância nos conteúdos visualizados por seus filhos.
Pais de Felipe, 10 anos, e Lorenzo, com apenas 4, os empresários londrinenses Sarita e Rodrigo Pfeifer preferem a linha dura, no que se refere ao acesso da prole ao universo do ''www''. ''Temos dois PCs. Um deles fica direto com o Rodrigo, que sempre viaja, e o outro comigo, em casa, onde mantenho meu ateliê. Os acessos do Felipe são raríssimos: uma vez por semana e, às vezes, a cada duas semanas, e se estendem, no máximo, por uma hora'', afirma Sarita.
Para quem pensa que Sarita e Rodrigo mantêm postura ''hitleriana'', o bom senso - que se revelou ausente, na pesquisa -, se faz presente. ''Recentemente, o Felipe baixou um jogo chamado Brasfoot. Imagine só: ele é o técnico do time de futebol que escala seu próprio time, diante do PC. Ele praticamente entrava em transe, sério mesmo. Nos mantivemos firmes, estipulando horários e datas'', afirmam os pais.
Afeito aos esportes, Felipe faz coro à vontade dos pais. Prefere as atividades físicas e, além dos horários estipulados, para se manter conectado, navega na escola, na aula de informática. ''Pelo fato de gostar dos esportes, achamos mais que saudável ele ter pouco tempo para a internet. O que se revela em resultados também: ele aprende, em boa parcela do tempo que passa no computador, e nos ensina, sem a necessidade de aulas. Ele sabe de tanta coisa que acaba ajudando os pais'', ressaltam Sarita e Rodrigo.
Aos que se indagam se o casal seria driblado por uma possível esperteza do primogênito, a empresária de moda - que, a exemplo de 69% dos brasileiros, obtém informações dos universos fashion e da beleza, na rede -, apela ao ''jeitinho''. ''Enquanto o Felipe está na internet, sempre encontro uma maneira de observá-lo sem que ele se sinta vigiado. Puxo algum assunto ou invento um motivo para me aproximar'', entrega.
Além das pesquisas, do jogo, e do programa de mensagens instantâneas - o MSN -, Felipe elenca o tênis entre suas predileções. O ranking do campeonato paranaense, tabela e pontuação atraem seus olhares. ''Estou sempre orientando o Felipe sobre o uso indevido da internet. Tudo, com muito cuidado, exatamente para não despertar a curiosidade dele, que até hoje não me deu motivo para desconfiança'', afirma Sarita, que passa boa parcela de seu dia conectada.
Em relação ao caçula, Lorenzo, de 4 anos, o aprendizado mais uma vez é a via de regra. ''O Lorenzo acessa um site infantil com joguinhos de memória, jogo dos 7 erros, pintura e labirinto. Na escola, ele tem aula de informática também, em um trabalho voltado à coordenação motora. Esperamos, com o Lorenzo, termos a mesma confiança e zelo que creditamos ao Felipe. A família, o diálogo e o aprendizado constante são requisitos que vamos sempre tentar preservar em relação à internet. Esses fatores, somados ao uso inteligente, certamente permitirão que o contato do dia-a-dia jamais seja trocado por conversas virtuais e sem conteúdo'', concluem. Leia mais sobre o assunto em Opinião.
Serviço
O canal Kids do portal Bonde - www.bonde.com.br - traz jogos e atividades para crianças


